Alguns fatores interferem na fertilidade do casal

Cigarro, álcool e medicamentos são alguns produtos que podem atrapalhar a concepção

por Da redação com assessorias 27/03/2018 08:12

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(foto: Pixabay)
Sabia que um casal saudável e fértil tem 20% de chances de gerar um filho quando a mulher está ovulando e mantém relações sexuais todos os dias? Para aumentar a possibilidade de engravidar naturalmente é preciso ficar atento a alguns hábitos e costumes. Isso porque vários fatores podem afetar as chances da parceira ter uam gestação.

Importante ressaltar que a idade também pode ser um fator preponderante. Após os 35 anos, o risco da diminuição da fertilidade é patente. Já nos homens a infertilidade ocorre a partir dos 50, quando pode diminuir a qualidade e quantidade do sêmen.

O ginecologista e obstetra Pedro Monteleone, da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, fala sobre algumas atitudes que contribuem ou prejudicam, direta ou indiretamente, o processo de fertilidade natural:

Consumo de álcool
Duas ou três doses por semana, de forma social, são consideradas moderada e não afetam a fertilidade do casal, esclarece o especialista. Mas, o consumo habitual, mesmo que em doses médias, pode trazer prejuízo ao desempenho sexual do homem e para a espermatogênese – produção de espermatozoides. Ele alerta que o álcool, para a mulher, se consumido em grandes doses, pode afetar a formação do bebê, além de causar síndrome de abstinência no recém-nascido e no período final da gestação, com maior incidência de sofrimento fetal e aumento do período de latência na fase final do parto.

Tabagismo
O cigarro é um inimigo da reprodução humana. O médico explica que se o homem deixar de fumar, o ciclo de produção de espermatozoides, que leva de 45 a 60 dias, volta à normalidade. Em relação à mulher, Pedro Monteleone cita vários problemas: estudos evidenciam que há maior número de inférteis entre as fumantes em comparação às não-fumantes; parece ocorrer uma perda maior de óvulos (antecipação da menopausa) em fumantes; o cigarro causa danos no DNA durante a formação dos óvulos, que pode levar a mutações; alterações na função das trompas predispondo a maior incidência de gravidez tubária; além de maior taxa de abortos. "Durante a gestação, os principais danos são aos fetos. Há um desgaste prematuro da placenta, o que aumenta o risco de prematuridade e baixo peso no nascimento", comenta o ginecologista.

Uso de drogas ilícitas
As substâncias entorpecentes geram uma queda significativa nas taxas de concepção. No homem, o uso frequente de drogas gera disfunção erétil e a piora progressiva da qualidade do sêmen. Na mulher, ocorre a elevação do hormônio prolactina em usuárias de cocaína e crack, influenciando o ciclo menstrual, causando irregularidade e prejuízo à fertilidade.

Controle de peso
O especialista lembra que o excesso de peso impacta a fertilidade tanto do homem quanto da mulher. O sobrepeso do homem causa a queda da fertilidade, afeta a questão hormonal e também anatômica. O aumento da pressão da cavidade abdominal pode causar dificuldade no retorno venoso sistêmico, contribuindo para aparição da varicocele (alargamento das veias dentro do escroto). A doença pode afetar a produção de espermatozoides e diminuição da qualidade do esperma, levando à infertilidade. Na mulher, o excesso de peso causa ciclos menstruais irregulares associados à disfunção ovulatória.

Uso de medicamentos
O uso de qualquer medicamento na fase pré-concepcional deve ser informada ao médico que acompanha o casal. Monteleone lembra que existem remédios que são espermatotóxicos, ou seja, o uso afeta a qualidade do espermatozoide, em geral, em doses excessivas. Algumas medicações podem ser prejudiciais na gravidez e precisam ser evitadas, principalmente aquelas com derivados da amônia, pois podem interferir na formação fetal. "Medicações que tratam dos distúrbios de humor também podem afetar a libido tanto do homem como da mulher, principalmente em uso contínuo", afirma o médico.

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