Saiba a verdade sobre os boatos que circulam nas redes sociais sobre Marielle Franco

A morte violenta da vereadora e ativista gerou uma onda de informações falsas

por João Paulo Martins 19/03/2018 10:25

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Mariellefranco.com.br/Reprodução
A morte da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) gerou inúmeros boatos que se espalharam pelas redes sociais, incluindo áudios no aplicativo WhatsApp (foto: Mariellefranco.com.br/Reprodução)
Depois do assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (Psol), na noite de quarta, dia 14 de março, no Rio de Janeiro, apesar da comoção nacional e internacional causada pela morte da parlamentar e ativista – ela lutava contra a desigualdade racial, social e de gênero –, surgiram inúmeros boatos nas redes sociais sobre o passado dela. Ela tinha ligação com o Comando Vermelho? Foi namorada do traficante Marcinho VP?

O site Boatos.org, especializado em desbancar mentiras que circulam na internet, fez questão de analisar os principais boatos e revelar a verdade sobre cada um deles. Em relação ao suposto namoro com o traficante Marcinho VP, que teria engravidado Marielle quando ela tinha 16 anos, trata-se de uma informação equivocada. "Apesar da quantidade de gente que saiu espalhando isso por aí, a história não procede, principalmente porque não existe qualquer referência de fonte confiável que endosse a informação. Também, existe o fato de que Marielle foi mãe aos 19 anos e não aos 16, como aponta a mensagem", diz o texto do Boatos.org.

Vale dizer também que a vereadora era homossexual assumida e estava num relacionamento há 12 anos. Além disso, a suposta foto em que Marielle Franco estaria no colo do traficante também é forjada. Conforme o site que desmente boatos, a imagem já foi publicada na internet em 2005 e diz respeito a um cabaré da cidade de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.

Outra mentira relacionada à parlamentar é sobre seu suposto envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho. Um áudio que está circulando no WhatsApp diz que a vereadora teria sido eleita com o apoio desses bandidos. Mas, como mostra o Boatos.org, uma fonte ligada à Marielle negou qualquer relação anterior dela com traficantes da comunidade da Maré (RJ), local de nascimeto da vereadora do Psol. Outro ponto que reforça o teor fictício desse áudio que circula nas redes sociais é que a maioria dos votos obtidos por ela na Eleição de 2016 veio de moradores da zona sul do Rio, e não das favelas e dos aglomerados.

A enxurrada de mensagens falsas que passaram a circular na internet levou uma equipe de jornalistas e advogados ligados a Marielle Franco a criar uma página só para fornecer informações confiáveis sobre a carreira e a história de luta da vereadora carioca. O endereço foi criado junto ao site oficial da parlamentar: www.mariellefranco.com.br/averdade.

"A dor da sua morte e de tudo o que ela simbolizava desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais e grandes manifestações nas ruas pelo Brasil e no mundo. Mas também gerou uma série de acusações falsas sobre a sua história e sua atuação. Esse ataque à Marielle é simplesmente inadmissível. Uma coisa é debater sobre posicionamentos políticos. Outra bem diferente é caluniar, repercutir mentiras e desrespeitar a sua memória e o luto de seus familiares e amigos", diz o texto de abertura da página especial.

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