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Estado de Minas ECONOMIA

Brasileiros inadimplentes chegam a 40,5% em fevereiro

De acordo com o SPC Brasil, são 61,7 milhões de pessoas com contas atrasadas ou CPF restrito


postado em 09/03/2018 11:53 / atualizado em 09/03/2018 12:04

Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, em fevereiro deste ano, 40,5% da população brasileira com idades entre 18 e 95 anos estavam com contas atrasadas ou com o CPF restrito – impossibilitadas de realizar operações de crédito. A estimativa das entidades é que o Brasil tenha 61,7 milhões de brasileiros nestas condições.

Segundo o indicador, no mês de fevereiro foi registrado um aumento de 2,71% no volume de inadimplentes em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro, o aumento foi de 0,55%. "A estimativa reflete o quadro de dificuldades econômicas que as famílias ainda enfrentam, com o alto nível de desemprego e a renda ainda comprimida. Mas, não é só a conjuntura que explica fenômeno da inadimplência. Em muitos casos, o descuido com as finanças leva à situação de descontrole e ao consequente atraso das contas", comenta Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

A faixa etária na qual se observa o maior número de negativados é a de 30 anos a 39 anos, o que representa 51% da população dessa idade. Entre aqueles que têm entre 40 e 49 anos, 49% estão com o nome sujo e, entre 25 e 29, esse percentual chega a 46%. Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 20%. Na população idosa, considerando-se a faixa etária de 65 a 84 anos, a proporção é de 31%.

O sudeste do Brasil é onde está concentrada a maior quantidade de consumidores com contas em atraso. São 26,7 milhões, o correspondente a 40% do total de consumidores que moram na região. O segundo local com maior número absoluto de devedores é o nordeste, com 16,49 milhões de negativados, ou 41% da população. Em seguida, aparece o sul, com 8,10 milhões de inadimplentes, ou 36% da população adulta.

Os dados mostram também que o volume de dívidas em nome de pessoas físicas caiu 1,20% na comparação anual e 0,40% na comparação mensal. Já por setor, aquele com maior alta nas dívidas abertas foi o de comunicação, com variação de 10,20%, seguido pelos bancos, que teve avanço de 2,31%. Já os setores de água e luz e o de comércio observaram queda de, respectivamente, 4,25% e 6,78%. Em termos de participação, os bancos detêm pouco mais da metade do total de dívidas (50%). Em seguida, aparecem o comércio (18%); o setor de comunicação (14%); e de água e luz (8%).

(com Agência Brasil)

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