Apesar de pouco conhecido, câncer colorretal é o quarto mais mortal no mundo

Esse tumor também é o segundo em incidência na região sudeste do Brasil

por Da redação com assessorias 28/03/2018 10:26

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(foto: Pixabay)
Apesar de não ser tão conhecido das pessoas, o câncer colorretal é o quarto mais mortal em todo o mundo e está cada vez mais presente no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), só em 2018 serão mais de 30 mil novos casos. A maior incidência desse tumor está na região sudeste do país, sendo o segundo mais comum entre as mulheres e o terceiro entre os homens. "A alimentação é um dos principais fatores de risco. Por isso, a incidência pode variar de acordo com os hábitos de cada região", afirma o oncologista Felipe Ades, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo (SP).

Geralmente, a doença começa com o crescimento anormal das células do cólon ou no reto, resultando em pólipos que podem ou não se transformar em câncer. "No entanto, é possível detectar essas alterações antes que elas ofereçam risco, por meio de exames regulares", comenta o especialista. Para isso, a recomendação é que, a partir dos 50 anos, sejam feitos exames de rastreamento: pesquisa anual de sangue oculto nas fezes ou a colonoscopia a cada cinco ou 10 anos. "Quando detectado no início, o câncer colorretal pode ser curado em até 90% dos casos", ressalta o médico.

Entre os principais sinais de alerta para a doença, estão alterações no hábito intestinal, dores abdominais, emagrecimento sem causa identificável, sangramentos ao evacuar e anemia em pessoas acima dos 60 anos. "Embora, muitas vezes, esses sintomas possam indicar outras doenças, é sempre importante consultar o médico para investigar suas causas", diz Felipe Ades.

Além dos exames periódicos, também é importante ficar de olho nos fatores de risco. "É preciso evitar o consumo excessivo de carnes vermelhas, alimentos defumados e álcool, priorizando a ingestão de frutas e vegetais. O cigarro e a obesidade também são agravantes", alerta o oncologista. Estudos ainda mostram que exercícios físicos são aliados na prevenção, reduzindo em até 25% as chances de desenvolver o câncer de intestino, sendo também aliados na prevenção de outros tipos de câncer.

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