Catarata atinge mais as mulheres e pode ser tratada com cirurgia

O problema é muito comum em idosos e leva à perda gradual da visão

por Da redação com assessorias 23/03/2018 10:56

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(foto: Pexels)
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é a principal causa de cegueira no Brasil (quase 50% dos casos). Em seguida, aparecem o glaucoma (15%) e a retinopatia diabética (7%). Com maior incidência em mulheres, a catarata é um problema progressivo que deixa o cristalino todo embaçado, até chegar ao ponto em que a pessoa não enxerga quase nada. Antes disso, entretanto, q qualidade de vida cai bastante, especialmente no que diz respeito às atividades diárias. Por isso, na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo (SP), é importante prestar atenção aos sintomas mais comuns da doença e consultar um especialista tão logo comecem a surgir "nuvens" na visão.

Segundo o médico, os principais indícios da catarata incluem perda gradual e progressiva da visão; impressão de que os objetos parecem estar amarelados, embaçados ou distorcidos; dificuldade para se locomover à noite ou em ambientes mal iluminados; sensação de ofuscamento da visão na presença de muita claridade; estresse intenso e falta de interesse pelas atividades rotineiras. Apesar de o principal fator de risco estar relacionado à idade, outras situações podem contribuir para a formação da catarata, como diabetes, trauma ocular, medicamentos de uso contínuo, consumo excessivo de álcool, superexposição ao Sol e cigarro.

Dados do Ministério da Saúde mostram que são realizadas quase 600 mil cirurgias de catarata todos os anos no Brasil. A cirurgia para remoção do problema, seguida do implante de lentes intraoculares, não só possibilita ao paciente voltar a enxergar, como ainda rejuvenesce a visão e aumenta a segurança na locomoção. "A técnica mais utilizada para o tratamento da catarata ainda é a facoemulsificação, ou seja, uma pequena cirurgia que remove a doença. O paciente recebe anestesia tópica, à base de colírios. Em seguida, é feita uma incisão em degrau de cerca de dois milímetros na esclera [parte branca do olho] ou na córnea clara [limite entre a córnea e a esclera]. Com o ultrassom, a catarata é fracionada em partículas microscópicas e, posteriormente, aspirada. Na sequência, é implantada uma lente intraocular", explica Renato Neves.

Atualmente, existe a possibilidade de usar o laser de femtossegundo, que garante mais precisão na cirurgia de remoção da catarata. De acordo com o cirurgião, os excelentes resultados obtidos com essa técnica compensam os altos investimentos no equipamento. "Enquanto na cirurgia tradicional a incisão na córnea é feita manualmente, nesse procedimento as estruturas do olho são analisadas por um tomógrafo de coerência óptica tridimensional e as incisões e a fragmentação da catarata são realizadas com uso do laser, garantindo uma recuperação mais rápida dos pacientes", comenta o especialista.

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