Conselho Federal de Medicina lança cartilha sobre atendimento de emergência em avião

Intenção do CFM é orientar e conscientizar médicos, pacientes e tripulantes sobre os problemas que podem ocorrer dentro da aeronave

por Encontro Digital 12/03/2018 09:09

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(foto: Pixabay)
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lança nesta segunda, dia 12 de março, a cartilha Medicina Aeroespacial: Orientações Gerais para Médicos a Bordo. A entidade lembra que é obrigação ética do médico se apresentar para ajudar no atendimento do passageiro que passa mal durante um voo. Normalmente, a tripulação pergunta aos passageiros se existe algum profissionald a Medicina a bordo. A cartilha serve justamente para dar orientações aos especialistas.

A publicação será disponibilizada para pacientes, médicos e companhias de aviação e traz informações sobre como agir nessas situações, especialmente pelo fato de estarem em um ambiente estranho, onde as condições de temperatura e pressão são diferentes e o espaço físico é limitado. Mesmo que os tripulantes recebam treinamento para situações de emergência, a ajuda de passageiro médico a bordo pode ser solicitada em casos mais graves.

Segundo Emmanuel Fortes, coordenador da Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do CFM, os temas relacionados à altitude e à adaptação do corpo a essas condições não são tratados com profundidade nas faculdades de Medicina. "Hoje, as estatísticas mostram que quase três bilhões utilizam o transporte aéreo anualmente. Metade da população está voando, então temos que ter cuidado mesmo", comenta o especialista.

Entre os problemas de saúde mais frequentes em voos estão desmaios, sintomas respiratórios e cardíacos, convulsões, náuseas, vômitos e reações alérgicas. Conforme o CFM, as ocorrências médicas a bordo são decorrentes de estresses fisiológicos relacionados à altitude, e podem agravar-se com doenças preexistentes dos passageiros.

A legislação brasileira obriga as empresas aéreas a disponibilizarem, em aviões comercias, o chamado Conjunto Médico de Emergência, que contém medicamentos como analgésicos, antialérgicos, além de adrenalina, seringas, agulhas e equipamentos como desfibrilador e estetoscópio.

(com Agência Brasil)

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