Apresentador Marcos Mion diz que crianças não devem usar as redes sociais. Você concorda?

Além do artista, a Sociedade Brasileira de Pediatria também alerta para os riscos do mundo virtual

por João Paulo Martins 06/03/2018 10:10

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Sociedade Brasileira de Pediatria diz que pais devem supervisionar o uso da internet pelas crianças. Para o apresentador Marcos Mion, os pequenos devem ficar fora das redes sociais (foto: Pixabay)
Em outubro de 2016, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que comporta mais de 22 mil médicos da área, divulgou um manual em que orienta os pais sobre como as crianças e os adolescentes devem lidar com a chamada "Era Digital". "Há benefícios e malefícios que têm acompanhado a tecnologia digital. São de fundamental
importância o bom senso e a informação adequada que os pediatras devem enfatizar para as famílias, crianças e adolescentes sobre este assunto", diz a introdução do documento compartilhado pelos pediatras.

Quem também acha que os tutores devem ficar de olho em seus pequenos é o apresentador Marcos Mion, de 38 anos, que está à frente do reality show A Casa, da Rede Record. Sua opinião é ainda mais radical do que a da SBP. Para Mion, os pais não devem deixar que as crianças tenham acesso às redes sociais. "Por mais que seja supervisionada, eu acredito que o risco de deixar um filho pequeno ter redes sociais é alto, pois basta um videozinho daqueles para fazer um estrago", comenta o apresentador em artigo que fez para a revista Crescer, da editora Globo.

O ex-VJ da MTV critica o assédio existente na internet e reclama que redes sociai,s como Instagram e Facebook, seriam "perigosas" para os menores de idade porque, além do risco causado pela exposição excessiva, ainda induziriam à constante "competição" por mais seguidores e mais curtidas. "Isso gera vontade de ter a experiência completa, de ser como os amigos que, sim, comparam e mostram quantos likes [curtidas] conseguiram em cada foto. Nesse momento, está dado o primeiro passo ao que considero uma das suas consequências mais deletérias: a necessidade de parecer incrível nas redes sociais. Nada torna o ser humano mais vazio, frágil e depressivo do que querer vender pelas redes uma realidade diferente da sua", esclarece Marcos Mion no texto publicado pela Crescer.

De acordo com o documento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a tecnologia seria capaz de modificar os hábitos das crianças e adolescentes, chegando até a causar prejuízos para a saúde. "O uso precoce e de longa duração de jogos online, redes sociais ou diversos aplicativos com filmes e vídeos na internet pode causar dificuldades de socialização e conexão com outras pessoas e dificuldades escolares. A dependência ou o uso problemático e interativo das mídias causa problemas mentais, aumento da ansiedade, violência, cyberbullying, transtornos de sono e alimentação, sedentarismo, problemas auditivos por uso de headphones, problemas visuais, problemas posturais e lesões de esforço repetitivo, problemas que envolvem a sexualidade, como maior vulnerabilidade ao grooming [assédio por pedófilos] e sexting [troca de imagens eróticas]", alerta a SBP.

Muitos pais podem não concordar com a opinião do Marcos Mion, mas ele acredita que, enquanto os pequenos forem dependentes dos tutores, é preciso que os mais velhos sejam responsáveis por esse "filtro" na "Era Digital". "Penso que não adianta fecharmos os olhos e acreditarmos que isso não vai chegar até nossos filhos. Vai! E por isso é fundamental explicar a eles os riscos das redes sociais e impedir que tenham acesso antes da hora", afirma o apresentador da Record.

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