Com uma simples antena, astrônomos descobrem sinal originado junto com o Big Bang

A onda surgiu "logo" após a explosão que originou o Universo

por Marcelo Fraga 05/03/2018 08:43

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(foto: Pixabay)
A eterna inquietação da humanidade com relação ao espaço sideral produz fatos impressionantes. Prova disso é que astrônomos americanos, da Universidade do Estado do Arizona, em uma experiência feita na Austrália, conseguiram captar uma pequena onda eletromagnética gerada "logo" após o Big Bang – explosão cósmica que deu origem ao nosso Universo. O sinal teria sido gerado "só" 180 milhões de anos após o surgimento do espaço.

A descoberta dos pesquisadores americanos foi publicada no reconhecido jornal científico Nature e divulgada em uma reportagem da emissora de TV australiana ABC. O fenômeno detectado por eles é oriundo de um período conhecido no meio científico como "amanhecer cósmico", o que, na prática, diz respeito ao instante em que as primeiras estrelas começaram a emitir luz.

Segundo o professor Judd Bowman, que comandou a experiência, o resultado de seu estudo pode ser considerado notável, já que utilizaram um equipamento "simples" para chegar a esse feito. "Captar este sinal é como estar em um estádio de futebol lotado e conseguir ouvir um sussurro do outro lado das arquibancadas", comemorou o cientista em entrevista à ABC.

Para conseguir o achado inédito, os astrônomos precisaram realizar várias tentativas durante o decorrer de uma década. Curiosamente, o equipamento utilizado por eles não pode ser comparado a tantos aparatos tecnológicos que existem atualmente, em especial aos telescópios espaciais, como o Hubble, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). De acordo com a emissora australiana, eles construíram uma antena de rádio, do tamanho de uma mesa, composta, apenas, por duas placas metálicas ligadas a um receptor de rádio.

O segredo do sucesso da experiência, segundo Judd Bowman, está justamente no local em que o estudo foi realizado: o Observatório de Rádio-astronomia de Murchison, na cidade australiana de Geraldton. O espaço é reconhecido por ser uma das raras áreas da Terra onde não há interferência de rádio.

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