Desemprego sobre e chega a 12,6% em fevereiro

Segundo o IBGE, foram 858 mil vagas a menos entre o trimestre encerrado em novembro de 2017 e o encerrado em fevereiro

por Encontro Digital 29/03/2018 11:25

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(foto: Pixabay)
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada nesta quinta, dia 29 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil voltou a crescer no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, atingindo 12,6%, uma alta de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anteriorm –  encerrado em novembro do ano passado. O país passa a ter 13,1 milhões de desempregados.

Ainda conforme o IBGE, em números absolutos, o resultado representa mais 550 mil pessoas que estão em busca de ocupação, entre um trimestre e outro. Na avaliação de Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, no entanto, o movimento de aumento na taxa de desemprego já era esperado e é comum nesta época do ano. "Nesta época, o crescimento da taxa é um movimento esperado. Sempre no primeiro trimestre do ano a taxa tende a subir, pois existe a dispensa dos trabalhadores temporários contratados para as festas de final de ano", justifica o especialista.

Ainda em consequência do movimento de dispensa de trabalhadores temporários, a pesquisa mostrou que, entre o trimestre encerrado em novembro e o que terminou em fevereiro, o país perdeu cerca de 858 mil postos de trabalho, com redução de 407 mil empregos no setor privado sem carteira e de 358 mil no setor público.

O número de empregados com com carteira de trabalho assinada ficou estável neste trimestre encerrado em fevereiro, alcançando 33,1 milhões de trabalhadores, porém "foi o pior resultado em números absolutos da série histórica iniciada em 2012", segundo Cimar Azeredo.

A queda no número de postos de trabalho foi verificada principalmente no grupamento serviços, que reúne as atividades de administração púbica, defesa, seguridade, educação, saúde e serviços sociais, que chegou a perder 435 mil postos de trabalho; na construção, foram menos 277 mil empregos; e na indústria, menos 244 mil.

A taxa de desemprego de 12,6% neste trimestre significa "uma melhora do mercado de trabalho, quando a comparação se dá com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa chegou a 13,2% e alcançava 13,5 milhões de pessoas desocupadas, o pior resultado para esse trimestre na série histórica".

(com Agência Brasil)

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