Exame de sangue pode ser capaz de identificar o Mal de Alzheimer

Estudos pretendem criar exame mais eficaz e remédio que altera a progressão da doença que atinge muitos idosos

por Marina Dias 21/03/2018 09:20

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(foto: Pixabay)
O Mal de Alzheimer é um dos principais males nas sociedades ocidentais. Até 5% das pessoas com idades entre 60 e 70 anos sofrem desse quadro, e a incidência aumenta para até 40% em idosos acima de 85 anos. Apesar da alta ocorrência, ainda não há cura ou tratamento para o problema, apenas formas de aliviar os sintomas.

No entanto, segundo o neurologista Igor Levy, de Belo Horizonte, as perspectivas são positivas. Segundo ele, há vários estudos em andamento tanto no sentido de descobrir a doença precocemente quanto de tentar alterar sua progressão em pacientes com quadro já avançado. Todas essas terapias ainda estão em fase de teste, mas com desempenhos promissores, de acordo com o especialista.

O estudo mais relevante diz respeito a um teste de sangue que mostrou ser possível detectar sinais do Mal de Alzheimer. Usando um marcador para a proteína beta-amiloide – substância que se acumula no cérebro de pessoas que têm a doença –, o exame apresentou eficácia em 90% dos casos, quando comparado ao PET scan (tipo de tomografia) do cérebro, normalmente indicado para o diagnóstico do problema. "Esse teste pode ser uma maneira simples de diagnóstico precoce da doença, com grande utilidade para intervir em estágios iniciais", comenta Igor Levy.

Outra boa notícia é o prazo com o qual trabalha o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sugla em inglês), órgão encarregado de pesquisas médicas nos Estados Unidos. "Seu objetivo é ter uma terapia medicamentosa efetiva para a doença em 2025", diz o médico mineiro. Segundo ele, ainda não há drogas capazes de alterar o curso da doença. Todas, atualmente, são capazes apenas de retardar um pouco a progressão dos sintomas, que, eventualmente, progride apesar dos remédios. "Isso porque os medicamentos não atuam no acúmulo do amiloide, que causa a doença. O que eles fazem é atuar em conexões cerebrais envolvidas na memória", explica Levy.

Enquanto esses tratamentos ainda não estão disponíveis, a orientação é se prevenir: dieta saudável; praticar exercícios regularmente; evitar o fumo e o excesso de álcool; manter uma vida social ativa; e exercitar o cérebro ajudam a envelhecer com saúdes física e mental melhores.

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