Secretaria de estado de Saúde reforça a necessidade de vacinar contra a febre amarela

O governo reforça que casos de pessoas vacinadas que adquiriram a doença está abaixo da margem de eficácia do imunizante

por Encontro Digital 01/03/2018 17:35

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Visualhunt/USP Imagens/Reprodução
(foto: Visualhunt/USP Imagens/Reprodução)
Na terça, dia 27 de fevereiro, a secretaria de estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu o Informe Epidemiológico da Febre Amarela e confirmou que 11 pacientes com histórico de vacinação prévia apresentaram exame positivo para a doença. Com isso, muitos mineiros passaram a questionar a eficácia da vacina. Para piorar, boatos que circulam nas redes sociais questionam a imunização. Mas, a SES-MG reforça que o importante é aumentar os índices de vacinação da população.

A própria Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fabricante da vacina utilizada no Brasil, publicou uma nota esclarecendo os boatos sobre mutações no vírus da febre amarela e a eficácia da vacina. Com os dados divulgados na terça (27), Minas Gerais atingiu cerca de 90% de cobertura vacinal contra a febre amarela. "Isso significa dizer que em torno de 18 milhões de pessoas já foram vacinadas no estado. Logo, esses 11 casos confirmados, até o momento, em pessoas imunizadas, representam estatisticamente um valor muito abaixo dos 2 a 5% que não respondem à vacina. Pode-se então afirmar que a vacina tem a sua eficácia e que, em Minas Gerais, ela está acima da média geral", afirma Rodrigo Said, subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde.

Cabe ressaltar ainda que a vacina contra a febre amarela, segundo indicam os estudos acumulados ao longo dos anos, protege de 95% a 98% dos casos, sendo considerada altamente eficaz e segura na prevenção da transmissão do vírus, lembrando que não há nenhuma vacina ou medicamento que alcance 100% de eficácia em sua utilização.

O subsecretário reforça também que Minas Gerais é área com intensa atividade de circulação do vírus da febre amarela, juntamente com uma densidade significativa dos vetores que são transmissores da doença em seu ciclo silvestre. "Isso mostra que nossa população, em Minas Gerais, está exposta a um risco de contrair a doença. Logo, a principal estratégia de controle continua sendo a vacinação. Diante de todos esses boatos em redes sociais, precisamos desmitificar as dúvidas sobre a vacina. Todos os documentos de instituições oficiais ligadas à saúde atestam a efetividade da vacina, reforçando-a como a principal ferramenta para controle da doença", comenta Rodrigo Said.

Investigação

Atualmente, há uma comissão composta por representantes da secretaria de estado da Saúde, Ministério da Saúde, Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e Fundação Ezequiel Dias (Funed), investigando cada um dos pacientes com histórico de vacinação prévia e exame positivo para febre amarela.

Os casos permanecem em investigação para levantamento de informações clínicas e epidemiológicas fundamentais para sua conclusão. Até o momento, eles têm uma mediana de idade de 21 anos (de 7 a 47 anos), sendo que todos receberam uma dose da vacina de febre amarela por volta dos 5 anos de idade, em média, variando entre 9 meses e 44 anos.

"O que nós precisamos aprofundar é a investigação de fatores individuais dos pacientes, da própria resposta imunológica dessas pessoas. Lembramos, contudo, que esses casos estão dentro da previsão das estatísticas das publicações sobre a efetividade da vacina", destaca Rodrigo Said.

A SES-MG continua recomendando uma única dose ao longo da vida, como medida de maior proteção contra a doença, seguindo as determinações do Regulamento Sanitário Internacional aprovado no âmbito da Organização Mundial de Saúde, que serve de referência para todos os países.

(com Agência Minas)

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