Lagarta conhecida como cachorrinho causa acidentes, mas precisa ser protegida

A taturana peluda é perigosa e muito comum nesta época, mas vira belas mariposas

por Daniela Costa 15/03/2018 13:48

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WhatsApp/Reprodução
Lagarta-cachorrinho (Podalia), tem uma aparência curiosa que atrai as crianças e preocupa as mães. Mas, este animal tem uma importante função na natureza e deve ser preservado (foto: WhatsApp/Reprodução)
No dia 10 de março, a administradora Patricia Guimarães foi passear em Nova Lima, município localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, acompanhada do filho Lorenzo Nicora, de 4 anos. "Era o aniversário de um amigo e escolhemos o local justamente pela opção de espaço kids", comenta Patrícia. Ao se dirigir para o parquinho, a criança apoiou no corrimão da escada e logo retornou para a mãe, queixando que algum bicho o havia picado. "Ele dizia que sua mão estava queimando e, ao verificar o local do incidente, percebi que havia a chamada lagarta-cachorrinho [Podalia sp.]", conta a administradora. Prevenida, ela estava carregando em sua bolsa álcool em gel e pomada antialérgica, que acabou aplicando na ferida, sem observar melhoras. "Foi quando me lembrei de postar em um grupo de mães do qual faço parte, o Padecendo no Paraíso, para pedir informações. A maioria ficou assustada e sugeriu que eu me dirigisse a um hospital". Chegando à instituição de saúde, Patrícia foi informada de que a lesão tinha sido superficial, mas que poderia ter sido mais grave, desencadeando dores fortes, febre alta e íngua nessa região da mão.

Esse caso ocorrido em Nova Lima levanta a dúvida sobre como proceder nessas ocasiões. Algumas espécies de lagartas, ou taturanas, a exemplo do gênero Lonomia sp., são muito venenosas e podem levar à morte. Por isso, o ideal é buscar atendimento de urgência. No hospital João XXIII, que fica no centro de BH, existe um setor especializado em toxicologia. "O médico me orientou que, como forma de primeiros socorros, sempre ter em mãos xilocaína [pomada analgésica] para passar no local e um palito de picolé para raspar os pelos que ficam presos na pele", diz Patricia Guimarães.

Segundo a bióloga Melissa Freitas de Almeida, é preciso tomar cuidado com passeios ao ar livre próximos a árvores e arbustos, ainda mais nesta época do ano. "Na maioria da vezes, os acidentes ocorrem porque as crianças são curiosas e as lagartas são bonitas e atrativas. O ideal é aproveitar a oportunidade para ensinar às crianças que não devemos colocar a mão em animais que não conhecemos, especialmente insetos  peludos e fofinhos", orienta a especialista.

A bióloga ressalta ainda a importância das lagartas para o meio-ambiente. "São importantes para todo o ecossistema, sendo responsáveis pela poda natural de várias plantas que vão crescer mais fortes depois. Também servem de alimento para diversos pássaros e ajudam na polinização das flores". Segunda ela, a maioria das taturanas completa o ciclo larval em até dois meses e logo a população é presenteada com lindas borboletas e mariposas voando pelas praças e jardins.

Controle biológico

O controle biológico é a forma mais eficiente para evitar a superpopulação de lagartas, por não agredir o meio-ambiente. O método utiliza técnicas de catação manual,  compostos extraídos de plantas, além de inimigos naturais desses insetos.

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