Lojas de bairro conquistam cada vez mais os belo-horizontinos

Pesquisa da Fecomércio mostra que 81% dos consumidores optam pela comodidade de comprar perto de casa

por Da redação com assessorias 26/03/2018 10:27

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Google Street View/Reprodução
(foto: Google Street View/Reprodução)
Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio (Fecomércio) de Minas Gerais comprova que os consumidores de Belo Horizonte preferem fazer suas compras nas lojas de bairro. Em sua segunda edição, o levantamento sobre locais de compra, feito este ano, mostra que mais da metade (54,5%) da população utiliza o comércio local. O percentual é quase o dobro do apurado em 2017 (29,4%). Considerando também as pessoas que frequentam esses estabelecimentos de forma eventual, o total de adeptos chega a 84,7%. Os shoppings são a opção de compra, mesmo que às vezes, em 60,3% dos casos, e o hipercentro em 53,3%.

Segundo a Fecomércio, o preço das mercadorias é o principal fator que leva o consumidor belo-horizontino a optar por determinado lugar, tendo muita influência para 81% dos entrevistados. Qualidade de atendimento e variedade de produtos, com 78,9% e 74,3%, respectivamente, são outros critérios adotados. A localização das lojas é um grande estímulo para 68,7% dos entrevistados.

"O resultado do estudo sinaliza que a descentralização do comércio, ou a redução da procura pelo hipercentro e aumento do interesse pelas lojas de bairro, está ligada à adaptação dos estabelecimentos de vizinhança, a fim de atender melhor os clientes. Assim, eles passaram a encontrar, também nesses locais, variedade de artigos, com qualidade e preços competitivos. Isso, aliado ao conforto de comprar perto de casa ou do trabalho, atrai ainda mais o consumidor", avalia Elisa Castro, analista de pesquisa da federação.

Sem esse diferencial de comodidade, em função da localização, o hipercentro perdeu frequência de clientes. De acordo com o levantamento, entre 2017 e 2018, o volume de pessoas que compravam sempre na região central de Belo Horizonte caiu de 22,1% para 13,2%. Já o costume de consumir produtos e serviços de shoppings permaneceu praticamente estável nesse período, reduzindo de 18,5% para os atuais 17,4%. Além disso, o questionário investigou outros polos comerciais da cidade. Os shoppings populares e o Mercado Central se destacaram, sendo procurados por cerca de 50% dos belo-horizontinos.

Últimas notícias

Comentários