Governo de Minas alerta para a necessidade de vacinar contra a gripe

Crianças, idosos, gestantes e professores fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra o Influenza

por Encontro Digital 29/03/2018 09:25

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação)
As temperaturas mais baixas e o ar mais seco, típicos do Outono e do Inverno, demandam cuidados na prevenção da gripe. Janaína Fonseca, diretora de Vigilância Epidemiológica da secretaria de estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, destaca que a vacinação contra a gripe é uma das medidas mais efetivas para a prevenção do vírus Influenza e suas complicações.

Neste a ano, o governo federal deve iniciar a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe no dia 16 de abril, seguindo até 25 de maio. Porém, é preciso estar atento ao público-alvo prioritário do imunizante:

  • Crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos

  • Gestantes em qualquer idade gestacional e puérperas (até 45 dias após o parto)

  • Trabalhadores da saúde; povos indígenas aldeados; indivíduos com 60 anos ou mais de idade

  • Professores de escolas públicas e privadas

  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, mediante prescrição médica

  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional

Janaína Fonseca explica que a vacina é importante para prevenir principalmente as complicações relacionadas ao Influenza, incluindo hospitalização e óbito. "Pessoas pertencentes aos grupos de risco possuem maior propensão às complicações pela própria condição ou por alguma doença de base. Por essa razão, a vacina deve ser direcionada a eles", comenta a especialista da SES.

A meta da cobertura vacinal do Ministério da Saúde é de 90% e, em Minas Gerais, a expectativa do governo do estado é imunizar 5.034.284 mineiros.

"As estratégias de vacinação no Brasil, a inclusão de novas vacinas no Programa Nacional de Imunização e o estabelecimento de grupos populacionais a serem cobertos são decisões respaldadas em bases técnicas, científicas e logísticas, evidência epidemiológica, eficácia e segurança do produto, somados à garantia da sustentabilidade da estratégia adotada para a vacinação", destaca a diretora de Vigilância Epidemiológica.

Essa ação, segundo ela, "tem contribuído na redução da mortalidade em indivíduos portadores de doenças crônicas, tais como: doença cardiovascular, AVC, doenças renais, diabetes, pneumonias, dentre outras. Alguns estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas ao Influenza".

Vacina anual

O Influenza é um vírus de circulação sazonal e, em 2018, a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, protegendo contra três tipos do micro-organismo: H3N2, H1N1 e B.

Janaína Fonseca esclarece, ainda, que é fundamental que o público-alvo prioritário seja vacinado anualmente, já que a vacina não possui imunidade duradoura. "Por este motivo, é necessário a revacinação todos os anos. Além disso, os vírus podem modificar de um ano para outro, havendo necessidade também de atualizar a vacina", afirma.

Ela lembra que o Influenza H3N2 circulou de forma intensa durante todo o ano de 2017, tendo destaque também já no início do ano de 2018, com seis casos confirmados até o momento.

Gripe ou resfriado?

Apesar de muita gente ainda confundir gripe e resfriado, a especialista da SES diz que a presença de sintomas relacionados ao comprometimento das vias áreas superiores, como entupimento do nariz, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, dor no corpo e de cabeça, indica que o quadro é de um resfriado comum. "Já a gripe, começa com instalação abrupta de febre, acima de 38º C, seguida de dor no corpo, garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura cerca de três dias", afirma Janaína.

Prevenção

Tanto a gripe quanto o resfriado têm formas de contágio similares e ocorrem por meio de secreções liberadas pela pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. Além da vacina, hábitos como realizar a higiene frequente das mãos, evitar grandes aglomerações e espaços fechados, ajudam a prevenir o contágio.

"Uma vez que o vírus está presente no ar o tempo todo, a higiene deve ser constante. É fundamental utilizar a parte interna do braço para tossir ou espirrar, lavar frequentemente as mãos com água corrente e sabonete e evitar locais que não haja circulação do ar são fundamentais para prevenir tais doenças", completa a diretora de Vigilância Epidemiológica.

(com Agência Minas)

Últimas notícias

Comentários