OMC acredita que Brasil e EUA encontrarão uma solução amigável para a taxação do aço e do alumínio

Em encontro com Michel Temer, diretor da Organização Mundial do Comércio diz é possível entrar em acordo com o presidente Trump

por Encontro Digital 13/03/2018 08:41

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(foto: Pixabay)
O presidente Michel Temer recebeu na tarde de segunda, dia 12 de março, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. Os dois conversaram sobre a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas para importação de aço e alumínio, de 25% e 10%, respectivamente. Após o encontro, o diretor da OMC disse que o governo brasileiro está conversando com outros países afetados pela medida e estudando possibilidades de entendimento com o presidente americano Donald Trump.

"Pelo que eu pude depreender, o governo brasileiro está em contato com outros países, para estudar quais alternativas seriam mais adequadas, do ponto de vista brasileiro e até coletivo. Percebi que o Brasil está perfeitamente atento a todos esses desdobramentos, está aberto para uma tentativa de entendimentos com os norte-americanos", comenta Roberto Azevêdo, em coletiva de imprensa.

Segundo ele, o Brasil não afasta a possibilidade de recorrer à própria OMC contra a medida americana, embora a estratégia não esteja sendo adotada no momento. "Não sei se há uma determinação de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Entendo que o governo brasileiro não exclui essa possibilidade, mas estuda outras várias alternativas que estão sobre a mesa".

A tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio adotadas pelo governo Trump preocupam o Brasil, conforme informação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). De acordo com a pasta, a restrição comercial afetará as exportações brasileiras de ambos os produtos e pode resultar em contestação brasileira nos organismos internacionais.

Em nota divulgada no início de março, o governo brasileiro afirmou que a decisão anunciada pelo controverso presidente americano causará "graves prejuízos" ao Brasil e terá impactos "nas relações comerciais e de investimentos entre os dois países". Ao todo, 32% do aço exportado pela indústria nacional têm como destino o mercado americano, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do produto para os Estados Unidos, ficando atrás apenas do Canadá. Aliás, o país vizinho dos EUA não será afetado pela nova tarifa – existe negociação entre as três nações que compõem a área de livre comércio da América do Norte, a Nafta.

O diretor da OMC alerta ainda para o risco de se entrar em um cenário de retaliações. Segundo ele, é uma situação difícil de sair, caso seja iniciada. "Espero que esses entendimentos frutifiquem, que possamos evitar uma situação de 'você faz isso e portanto respondo com aquilo'. Essa escalada é difícil de reverter. Uma vez que entra nesse caminho, você sabe quando e como começa, mas não sabe nem quando nem como cessar esse processo".

(com Agência Brasil)

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