ONU pede que países das Américas façam campanhas de vacinação contra o sarampo

A doença gerou surto em várias nações do continente, especialmente na Venezuela

por Encontro Digital 23/03/2018 13:52

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Ministério da Saúde/Divulgação
(foto: Ministério da Saúde/Divulgação)
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) passou a alertar que todos os países das Américas redobrem os esforços para vacinar suas populações contra o sarampo. A Opas lembra ainda que reforçar a vigilância para detectar possíveis pacientes e implementar medidas para responder com rapidez a casos suspeitos também são essenciais. A informação é da agência de notícias ONU News.

O alerta da Opas surge pouco depois da confirmação de casos de sarampo em nove países americanos. Somente a Venezuela teve mais de 885 casos, sendo 159 apenas este ano. Segundo a agência da ONU, 14 pessoas foram confirmadas com sarampo no Brasil e 13 nos Estados Unidos. Casos foram registrados também no Canadá, no México e no Peru.

O sarampo foi declarado eliminado das Américas em 2016, sendo que a região foi a primeira do mundo a eliminar o sarampo, a rubéola e a síndrome da rubéola congênita, graças a 22 anos de campanhas de vacinação em massa contra as três doenças.

Entretanto, devido aos novos casos de sarampo, que é altamente contagioso, a Opas está pedindo novamente para que as duas doses da vacina MMR sejam aplicadas na população de todos os municípios das Américas.

Sintomas

O sarampo, uma das doenças mais contagiosas, afeta principalmente crianças. É transmitido pelo ar e pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Entre os sintomas, destaque para febre alta e manchas avermelhadas pelo corpo, podendo causar sérias complicações como cegueira, encefalite, diarreia severa, infecções de ouvido e pneumonia.

No Brasil

O governo brasileiro pediu ajuda ao presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, para alterar o acordo assinado entre membros da Opas, para conseguir obrigar venezuelanos a tomar vacinas ao entrar em território brasileiro. A informação foi dada em Brasília pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em evento na Câmara dos Deputados no dia 21 de março.

O pedido foi feito em razão do grande número de casos de sarampo que têm sido notificados em Roraima, a partir da vinda de refugiados venezuelanos para o Brasil. Segundo o ministro, o país já registrou óbitos e tem 100 casos de sarampo notificados, três deles em brasileiros.

(com ONU News e Agência Brasil)

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