Parceria da PBH com o Instituto Chico Mendes favorece a recuperação de áreas verdes da capital

Em 2017 foram mais de cinco mil mudas de 26 espécies da Mata Atlântica plantadas na cidade

por Encontro Digital 22/03/2018 17:44

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Flickr/PBH/ICMBio/Reprodução
A Floresta Nacional em Passa Quatro (MG) é a grande fonte de mudas da Mata Atlântica usadas na recuperação de áreas verdes de Belo Horizonte (foto: Flickr/PBH/ICMBio/Reprodução)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da secretaria municipal de Meio Ambiente (SMMA), acaba de fazer uma parceria com o Instituto Chico Mendes (ICMBio) para recuperação e revegetação de áreas degradadas na capital mineira – por meio do projeto Montes Verdes. A Floresta Nacional de Passa Quatro, que é administrada pelo ICMBio vai produzir mudas de espécies nativas de Mata Atlântica e do cerrado, com baixo custo e em grande quantidade, para promover a regeneração dos espaços verdes da cidade.

Segundo Marcelo Vichiato, um dos idealizadores do projeto Montes Verdes, a produção de mudas para a restauração ambiental é um dos gargalos para o desenvolvimento de projetos de revegetação de BH. "As espécies nativas da região de Belo Horizonte, de cerrado e Mata Atlântica, normalmente apresentam desenvolvimento lento e são mais dificilmente encontradas, uma vez que os viveiros comerciais concentram-se na produção de mudas de espécies voltadas à arborização pública", diz Vichiato, que é engenheiro agrônomo da SMMA.

Essa parceria vai viabilizar, este ano, a produção de aproximadamente quatro mil mudas de 26 espécies nativas de Mata Atlântica e do cerrado. Segundoa  PBH, há possibilidade de ampliação desse número nos próximos anos.

Em 2017, o Montes Verdes possibilitou o plantio de mais de cinco mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e cerrado na Serra do Engenho Nogueira, na região da Pampulha. "A parceria com a Floresta Nacional de Passa Quatro é extremamente importante para ampliarmos nosso trabalho e construir o caminho e o sonho de, futuramente, revegetar todas as áreas verdes degradadas de Belo Horizonte", comenta Mário Werneck, secretário municipal de Meio Ambiente.

O projeto da Serra do Engenho Nogueira é um trabalho piloto que vem sendo acompanhado de perto e avaliado por estudo específico na SMMA. O objetivo é chegar a um modelo que permita induzir e revegetar áreas verdes, áreas de preservação permanente (APPs) e outras, de modo eficaz, desburocratizado e a baixo custo para, num futuro próximo, replicá-lo a outras áreas da capital.

Floresta Nacional

Fundada na década de 1940, a Floresta Nacional de Passa Quatro é uma das mais antigas unidades de conservação dentro do bioma Mata Atlântica, administrada pelo Instituto Chico Mendes. A unidade foi, incialmente, instalada para a execução de pesquisas florestais e, ao longo dos anos, passou também a atuar na defesa e preservação da Mata Atlântica. A unidade conta mais 335 hectares de área preservada e está em execução projeto de exploração da floresta plantada com pinus, que estão sendo substituídos gradativamente por espécies típicas do bioma.

De acordo com Edgard Andrade Junior, chefe da Floresta Nacional, além de ser uma unidade de conservação, aberta à pesquisa florestal e de atuar ativamente na proteção de remanescentes de Mata Atlântica, na região onde está localizada, é também um dos principais pontos turísticos da região pela exuberância de sua reserva preservada repleta de quaresmeiras, araucária, embaúbas, jequitibás, guapuruvús, jacarandás e embaúbas. "Uma das nossas missões é justamente o apoio na preservação e recuperação da Mata Atlântica em sintonia com o trabalho proposto com o trabalho proposto pelo projeto Montes Verdes", diz Edgard.

(com portal da PBH)

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