Quais os problemas sexuais mais comuns em homens e mulheres de meia-idade?

A disfunção sexual não é uma condição exclusiva do público masculino

por Da redação com assessorias 19/03/2018 13:21

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
(foto: Pixabay)
Enquanto no cinema vemos galãs de meia-idade dando em cima de jovens mulheres, na TV aberta temos comerciais de clínicas especializadas em devolver a potência sexual para quem já passou dos 50 anos. Afinal, qual dos cenários é o mais comum? De acordo com o urologista Arnaldo Cividanes, do Hospital SAHA, de São Paulo (SP), embora o termo "disfunção sexual" seja bastante amplo, ele atinge homens e mulheres de várias idades. "O maior problema é que muitos casais sofrem em silêncio justamente por vergonha de consultar um médico. Mas, cerca de sete em cada 10 casais precisarão passar por ajustes no aspecto sexual ao longo do relacionamento. A boa notícia é que há vários recursos disponíveis, hoje em dia, para melhorar a saúde sexual", esclarece o especialista.

Entre os homens, o médico destaca a disfunção erétil – dificuldade em ter ou manter uma ereção – como a condição mais comum. "O problema é mais comum a partir da meia-idade, embora possa ocorrer em várias fases da vida por motivos diferentes. Neste caso, homens com sobrepeso ou obesidade, sedentários, cardiopatas, aqueles com altas taxas de açúcar no sangue, pressão alta, ou que sofreram trauma na região pélvica são mais propensos a enfrentar dificuldades na vida sexual. Na verdade, quando o homem começa a enfrentar episódios frequentes de disfunção erétil e deixa de buscar ajuda especializada, acaba perdendo o desejo e se acostumando com a situação, embora seja muito desconfortável", comenta Arnaldo Cividanes.

Já entre as mulheres, o especialista afirma que o problema mais comum são as dores durante a relação sexual e uma queda na libido a partir dos 40 anos. "Assim como acontece com os homens, alguns problemas emocionais e de saúde afetam o desejo e a satisfação sexual feminina. Mas, no caso das mulheres, variações hormonais desempenham um papel fundamental. A queda na produção de estrogênio pode levar a um ressecamento vaginal que muitas vezes é doloroso se o casal não utiliza lubrificantes", explica o médico.

Cividanes lembra que, nos últimos 20 anos, a Medicina avançou muito em termos de tratamento para a disfunção sexual masculina. Mais recentemente, também as mulheres passaram a ser foco da ciência e da indústria farmacêutica, que buscam socorrer homens e mulheres para que possam ter uma vida sexual ativa longeva e saudável. "Outro ponto importante é considerar questões emocionais, como ansiedade, depressão e trauma por acontecimentos do passado. Numa sociedade cada vez mais competitiva, em que homens e mulheres buscam se destacar o máximo possível no mercado de trabalho, o estresse é mais um fator a ser considerado ao se analisar o contexto do paciente com disfunção sexual. Às vezes a pessoa dedica tanta energia na carreira, que não sobra muita coisa para investir no relacionamento", afirma o urologista.

Últimas notícias

Comentários