Novas taxas de importação propostas por Donald Trump são retrógradas, diz especialista

Presidente da Câmara de Comércio Brasil - Estados Unidos critica medida protecionista americana

por Da redação com assessorias 06/03/2018 09:08

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(foto: Pixabay)
Depois que o controverso presidente americano Donald Trump anunciou, no dia 2 de março, que aumentará as tarifas de importação do aço e do alumínio para 25% e 10%, respectivamente, logo tiveram início as críticas em todo o mundo, especialmente no Brasil, que é um dos principais exportadores desses metais para os Estados Unidos. Quem entende que esta medida é um obstáculo para o comércio internacional, que afetará diretamente os americanos, é Hélio Magalhães, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos (Amcham).

"Incentivar o comércio passa por não criar barreiras. Trata-se de um pensamento antigo, que pode trazer impactos negativos também para os americanos", comenta o executivo. Os efeitos da medida ainda estão sendo avaliados pela comunidade internacional, acrescenta Magalhães. "Ninguém vê isso como positivo. A OMC [Organização Mundial do Comércio] certamente será acionada por outros governos. Provavelmente será rediscutido e não deve ser duradouro", completa.

A nova tarifa de importação do aço e alumínio é "retrógrada" e uma "irresponsabilidade", de acordo com o economista Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da consultoria Kaduna. "Vai ser um agravante na economia mundial. As retaliações recíprocas vão começar a acontecer, e onde isso pode parar ninguém sabe com certeza", observa o especialista.

"Parece que estamos voltando às décadas de 1980 e 1990, quando se tomava essas medidas de proteção comercial sem medir as consequências", diz o presidente da Amcham-Brasil.

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