Excesso de proteína e exercícios físicos não ajudam a tratar a menopausa

Estudo mostra que dieta hiperproteica e atividade física não são recomendadas para mulheres mais velhas

por Encontro Digital 19/03/2018 09:48

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Pesquisadores da USP descobriram que dieta rica em proteína, associada à prática de exercícios físicos, não contribui para a redução da osteoporose em mulheres com menopausa (foto: Pixabay)
Para as mulheres que estão na menopausa, a principal dica para manter a saúde dos ossos em dia é o equilíbrio entre dieta adequada e prática regular de exercícios físicos. Esta é a conclusão da equipe de pesquisadores da USP que avaliou os efeitos do consumo excessivo de proteínas combinado com atividade física de alto impacto. A pesquisa foi feita em cobaias, mas, segundo os cientistas, é "de aplicabilidade clínica em humanos".

Dietas com alto teor de proteínas – as chamadas hiperproteicas – vêm ganhando popularidade entre os que querem perder peso e ganhar massa magra. Ao mesmo tempo, estudos têm mostrado que combinar exercícios físicos e dietas traz benefícios na prevenção da osteoporose. Nesse sentido, lagumas pesquisas já haviam revelado possíveis efeitos positivos da dieta hiperproteica na mineralização óssea em mulheres jovens. Porém, como explica a pesquisadora Roberta Carminati Shimano, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, "nas mulheres mais velhas a literatura científica indica que as dietas hiperproteicas têm significado perda óssea".

O estudo, publicado no periódico científico Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports, analisou o que acontece quando se associa a alimentação excessiva de proteínas à atividade física em cobaias fêmeas que tiveram menopausa induzida. "Escolhemos associar exercício físico, pois essa prática regular é amplamente reconhecida na prevenção de doenças dos ossos", comenta Roberta Shimano.

Ainda assim, os resultados do estudo mostraram que a combinação da dieta hiperproteica com exercícios de alto impacto não modificou os efeitos da osteoporose. "No máximo, o exercício físico impacta na força e a dieta melhora a qualidade óssea", diz a pesquisadora. A alimentação com excesso de proteína, dizem os cientistas, foi capaz de otimizar a organização óssea, mas não de deixá-la mais forte.

Apesar dos bons efeitos sobre as propriedades ósseas, o exercício físico de alto impacto não foi capaz de controlar os efeitos ruins da perda da função ovariana, segundo a pesquisa da USP. Da mesma forma, a dieta rica em proteínas promove aumento da densidade mineral óssea, mas pode prejudicar suas microarquitetura e resistência mecânica.

Apesar de serem resultados experimentais, os pesquisadores garantem que, para conter os males que o envelhecimento impõe aos humanos, o melhor mesmo é manter nutrição equilibrada associada com a prática regular de exercícios físicos.

(com Jornal da USP)

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