Ministro da Saúde diz que não há risco do sarampo se espalhar no Brasil

Ricardo Barros lembra que todos os casos em Roraima são provenientes da Venezuela

por Encontro Digital 09/03/2018 08:12

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Arab48.com/Reprodução
(foto: Arab48.com/Reprodução)
Após participar de reunião na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na quinta, dia 8 de março, o ministro da Saúde Ricardo Barros diz que, apesar dos 30 casos suspeitos de sarampo em Roraima, seis em investigação e uma morte confirmada, a doença está sob controle no país desde 2016, e não há risco de que ela volte a se espalhar.

Barros lembra que o Ministério da Saúde determinou a vacinação de 400 mil pessoas para bloquear a possibilidade do sarampo retornar. "Há dois anos declaramos a eliminação do sarampo no Brasil e, agora, estamos com esses casos importados da Venezuela. A situação não é preocupante porque está sob controle e as medidas estão tomadas. Todos os casos identificados são importados da Venezuela e não há nenhum autóctone do Brasil", esclarece o ministro.

Com relação ao não alcance da meta de vacinação contra a febre amarela, Ricardo Barros afirma que, como todos os anos, as pessoas correm para as unidades básicas de saúde para se imunizar assim que começam as primeiras notícias e, depois, percebem que o risco é relativo e deixam de receber a vacina. "Nós vamos manter a vacinação, os estados estão prorrogando as campanhas e vamos buscar alcançar os 95% de cobertura nas áreas que foram recomendadas pelos estados e nos municípios que estão em campanha. Vamos estender a campanha para alcançar o objetivo", comenta.

Quando questionado sobre a dificuldade de alguns pacientes em obter remédios importados, o ministro da Saúde fez questão de dizer que as compras desses medicamentos, que são regulares, já foram abertas, mas, nesse período, começou a haver "judicialização" das aquizições. "Empresas concorrentes para o fornecimento do medicamento estão na justiça disputando esses contratos. Isso nos tira o controle do tempo das compras. Compras iniciadas em novembro ainda não foram concluídas por falta da emissão da licença de importação pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Estamos discutindo esse modelo e espero que possamos avançar", explica Ricardo Barros.

(com Agência Brasil)

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