Fiemg se diz preocupada com sobretaxa dos EUA na importação de aço e alumínio

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais afirma que haverá muitas perdas no setor de siderurgia, se nada for feito

por Da redação com assessorias 09/03/2018 15:49

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Na quinta, dia 8 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou o famigerado decreto que cria sobretaxa para a importação de aço e alumínio. Agora, os importadores passarão a pagar 25% sobre a compra de aço no exterior e de 10% para o alumínio. Isso afeta diretamente o Brasil, que é os egundo maior exportador desses insumos para a indústria americana – 32% da produção das siderurgias brasileiras são destinadas ao mercado dos EUA. Nosso país só perde para o Canadá.

Em nota enviada à imprensa, a gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirma que a decisão é prejudicial à atividade de metalurgia e à economia mineira com um todo, já que o setor é extrema relevância para o estado e para o país. "Em 2016, o setor contabilizou mais de 56,5 mil empregos em Minas Gerais, 28% do total brasileiro, distribuídos entre 546 empresas instaladas no estado. Em 2017, as exportações de produtos metalúrgicos do estado somaram US$ 5,3 bilhões. Desse total, 12,2% tiveram como destino o mercado americano. Tal medida ocorre num momento em que a metalurgia brasileira esboça recuperação, após as intensas quedas registradas na produção industrial entre 2014 e 2017", diz o comunicado da Fiemg.

Ainda segundo a federação, desde que o polêmico magnata Donald Trump anunciou que colocaria em prática a ação protecionista da indústria siderúrgica, as empresas produtoras de aço e alumínio no Brasil, excluindo as com sede nos EUA, perderam 5,7% de valor de mercado, o que equivale a R$ 3,5 bilhões.

"A sobretaxa entra em vigor em 15 dias, período durante o qual há espaço para que as autoridades brasileiras atuem no sentido da isenção das tarifas, tendo em vista os seguintes fundamentos: 80% das exportações da siderurgia brasileira para os EUA são de produtos semiacabados, que servem de insumos para as próprias siderúrgicas americanas; a manutenção de uma tarifa de importação, tal como proposta, implicará no aumento de custos no mercado interno americano; o anúncio do presidente americano abre espaço para negociações com países que não apresentem superávit comercial com os EUA, como é o caso do Brasil, que, entre 2009 e 2017, registrou déficit comercial de mais de US$ 46 bilhões com os Estados Unidos", informa a nota enviada pela Fiemg.

Ainda não se sabe qual será ação tomada pelo governo brasleiro, mas, após participar de evento nesta sexta, dia 9 de março, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, revelou que realmente existe uma preocupação no país emr elação á sobretaxa. "É uma preocupação grande por estar criando uma barreira comercial. Aliás, um país que está em pleno emprego e defendendo um setor com excesso de capacidade. Essa política é questionável, mas não cabe à gente questionar a política de outros governos", comenta Guardia.

O secretário diz ainda que a medida americana pode desencadear uma reação protecionista de outros países. "O efeito prático disso é que pode desencadear uma guerra comercial na reação de outros países. Isso vai na contramão do livre comércio e do aumento do fluxo de mercadorias, serviços e capitais, que é o que a gente defende e entende que seja o caminho para o desenvolvimento", afirma. Ele acrescentoa que devido à importância do assunto, a reação não deve ser isolada, por apenas um país.

(com assessoria de imprensa da Fiemg e Agência Brasil)

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