Surto de sarampo em Roraima reacende alerta sobre a importância de tomar a vacina

Venezuelanos que fugiram para o estado brasileiros acabaram levando o vírus, que é altamente contagioso

por Da redação com assessorias 08/03/2018 13:50

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Bart's Medical Library/Phototake/Divulgação
Uma das características do sarampo são as manchas vermelhas que se espalham pelo corpo, partindo da cabeça (foto: Bart's Medical Library/Phototake/Divulgação)
Os 13 casos suspeitos de sarampo em Roraima, sendo um confirmado e 12 em investigação – desse total, são nove venezuelanos e quatro brasileiros –, voltaram a chamar a atenção para a doença, que estava há três anos sem causar notificações no Brasil. Atualmente, a Venezuela, além dos inúmeros problemas sócioeconômicos, vive um surto do sarampo, principalmente no município de Caroni, na região de Bolívar, que faz fronteira com Roraima. Com a migração em massa para o estado brasileiro, o vírus pode voltar a circular e a contaminar a população não vacinada em nosso país.

Segundo a secretaria de estado de Saúde, em Minas Gerais, os últimos casos autóctones (que ocorreram dentro do estado) confirmados de sarampo foram registrados em 1999. No ano de 2013, foram confirmados dois casos de sarampo, de pessoas que tinham retornado da Flórida, nos Estados Unidos. Em 2017, foram 63 casos suspeitos e, em 2018, até agora, dois casos em investigação, mas, todos descartados.

Em 2017, foram aplicadas 1.549.322 doses no estado das vacinas tríplice viral e tetra viral, que protegem contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). As  coberturas vacinais de 2015 e 2016 atingiram a meta de 95% e os dados de 2017 chegam a 87,4%, mas ainda são parciais.

Para tirar dúvidas sobre a doença que volta a causar medo no Brasil, conversamos com a infectologista Priscila Saleme, do laboratório Hermes Pardini:

É preciso atualizar o cartão de vacinas?
Segundo a especialista, com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle, o Brasil vem conseguindo manter a população livre do sarampo. Mas, como a doença é altamente contagiosa, pode provocar surtos. "A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Uma única pessoa contaminada em contato com pessoas não vacinadas pode transmitir o vírus com muita facilidade", esclarece a infectologista. Portanto, a imunização é essencial.

Qual é a vacina contra o sarampo?
A vacina contra essa doença é a tríplice viral e a tetra viral, que protege ainda contra a catapora. Priscila Saleme lembra que crianças de até 1 ano devem receber duas doses: a primeira com 12 meses de vida, como parte da tríplice viral; e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral. "Adultos que não receberam as duas doses devem atualizar o cartão de vacinação.  A eficácia da vacina é de 95%", comenta a especialista.

E quem não tem o cartão de vacinação?
De acordo com a médica, aqueles que não têm o cartão devem procurar um posto de saúde ou clínica particular para fazer uma avaliação e ter orientação sobre a vacina. "O vírus é muito comum na infância, mas pode acometer pessoas de qualquer idade. Por isso é extremamente importante que os adultos também estejam imunizados, pois esses são os principais transmissores da doença para as crianças".

Quais são os sintomas do sarampo?
"Os sintomas iniciais são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias", diz a infectologista. Além disso, ela diz que a doença pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, lesão cerebral e até a morte.

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