Trabalhadores e empresários brasileiros querem ir aos EUA reverter a sobretaxa do aço e do alumínio

Ideia é convencer legisladores americanos a não aprovarem o aumento das tarifas de importação do aço e do alumínio

por Encontro Digital 21/03/2018 11:59

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(foto: Pixabay)
Segundo o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), ele fez uma solicitação ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para promover encontros de representantes dos trabalhadores e empresários brasileiros com autoridades americanas na tentativa de reverter o aumento das tarifas de importação de aço e alumínio impostas no início do mês pelo governo dos Estados Unidos.

De acordo com Paulinho, que é presidente da Força Sindical, o objetivo é influenciar a decisão dos congressistas que devem apreciar a medida adotada pelo presidente Donald Trump. Para isso, ele informa que Rodrigo Maia sinalizou positivamente com o envio de uma carta para o embaixador americano no Brasil, Michael McKinley. Além disso, os representantes dos trabalhadores e de empresas brasileiras ligadas ao aço querem ir até os EUA para conversar com o presidente do Congresso americano sobre o assunto.

"Essa sobretaxa significa perda de empregos aqui. É um desastre no setor do aço. Milhares de pessoas vão perder empregos. Acho que o Congresso tem que se ater a isso para tentar segurar esses empregos", diz Paulinho da Força em entrevista para a Agência Brasil.

Ainda segundo o deputado, o setor conta atualmente com 140 mil trabalhadores diretos e cerca de um milhão de indiretos. Ele lembra que o Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos.

Caso a audiência entre os chefes dos legislativos dos dois países seja agendada, a ideia é que uma delegação composta por deputados, sindicalistas e empresários fosse até Washington nas próximas semanas.

Do lado dos empresários, estiveram presentes o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Pollo de Mello Lopes, o CEO da California Steel, Marcelo Botelho Rodrigues, além de representantes da Usiminas, da Companhia Siderúrgica Nacional e da empresa Villares Metals.

(com Agência Brasil)

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