Cientistas da USP descobrem que vacina da febre amarela não matou uma mulher em São Paulo

Esse era um dos casos suspeitos de reação adversa do imunizante

por Encontro Digital 07/03/2018 13:40

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
Segundo a secretaria de estado de Saúde de São Paulo, no final de fevereiro deste ano foram registrados três casos de pessoas que teriam morrido em decorrência das supostas reações causadas pela vacina da febre amarela. Porém, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e da Faculdade de Medicina da USP constataram que uma paciente que foi imunizada, e que apresentou sintomas da doença somente um dia após receber a vacina – veio a falecer 10 dias depois da suspeita de reação adversa ao vírus atenuado –, já tinha sido infectada pela febre amarela silvestre anteriormente. A descoberta se deu graças à autópsia realizada pelo Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (Svoc), que é vinculado à USP.

Os cientistas esclarecem que a vacina não teve tempo de agir no organismo da vítima e que a proteção contra a infecção se dá após pelo menos 10 dias da imunização – quando surge a resposta imunológica contra o vírus. "Esse caso chegou a ser tratado na imprensa como uma morte causada por reação adversa à vacina e contribuiu para instaurar o temor na população em se vacinar. Mas, na realidade, se essa paciente tivesse se vacinado duas semanas antes estaria viva. Por isso, o maior risco que as pessoas estão correndo é o de não procurar a vacinação", comenta Paolo Zanotto, professor do ICB e um dos responsáveis pela autópsia, em entrevista à agência de notícias da Fapesp.

O grupo de pesquisadores, coordenado por Zanotto, tem feito a confirmação do diagnóstico de mortes causadas por febre amarela em São Paulo. Eles já fizeram cerca de 60 autópsias de casos suspeitos de morte da doença, de um total de 90 óbitos confirmados em São Paulo, de acordo com o último boletim da secretaria de Saúde. Além disso, também avaliam quatro casos de suspeita de morte por reação adversa à vacina no estado.

As autópsias dos casos diagnosticados com febre amarela ou com suspeita de morte por reação adversa à vacina que chegaram ao Svoc têm sido realizadas em um parque de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom e raios X, construído por meio de um projeto apoiado pela Fapesp.

(com Agência Fapesp)

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