Cientistas americanos criam sensor minúsculo de álcool, glicose e sal

O dispositivo pode ser preso na superfície do dente e ajuda no monitoramento do paciente

por Correio Braziliense 02/04/2018 15:47

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Pixabay e Tufts University/Divulgação
O pequeno sensor criado na Universidade Tufts, nos Estados Unidos, é capaz de monitorar a ingestão de glicose, álcool e sal e enviar os dados para um dispositivo externo (foto: Pixabay e Tufts University/Divulgação)
Atualmente, quando os médicos pedem que pacientes façam monitoramente de alguma função do corpo, por exemplo, a pressão arterial, é preciso carregar aparelhos que causam incômodo. Mas, e se pudéssemos reduzir o tamanho desses equipamentos para algo milimétrico? Pesquisadores da Universidade Tufts, de Massachusetts, nos Estados Unidos, criaram um sensor capaz que é tão pequeno que pode ser colado à superfície de um dente e consegue monitorar o consumo de glicose, sal e álcool. As informações coletadas pelo dispositivo podem ainda ser transmitidas sem fio para outros aparelhos. O estudo foi publicado na revista científica Advanced Materials.

Os cientistas acreditam que versões futuras do sensor permitirão o acompanhamento de uma grande variedade de nutrientes, substâncias químicas e estados fisiológicos, incluindo a desidratação. O dispositivo é flexível e tem apenas dois milímetros de comprimento, ajustando-se facilmente à superfície do dente. Ele é composto por três camadas: a central absorve a substância que se quer monitorar e as duas externas são revestidas por um filme de seda, material biocompatível, funcionando como uma pequena antena, transmitindo informações por meio da tecnologia RFID – sigla em inglês para identificação por radiofrequência.

Os dados coletados pelo noso sensor, porém, variam de acordo com a configuração da camada central. Se ela entra em contato com a substância desejada, como sal ou álcool, suas propriedades elétricas mudam, fazendo com que seja reflitida uma frequência diferente das ondas de rádio. Isso permite que o consumo desses alimentos seja constantemente medido e registrado. "Em teoria, podemos modificar a camada central dos sensores para avaliar outros produtos químicos. Estamos limitados apenas pela nossa criatividade mesmo", comenta Fiorenzo Omenetto, um dos autores da pesquisa, no artigo publicado na Advanced Materials. "Nós estendemos a tecnologia comum de RFID para um sensor que pode ler e transmitir dinamicamente informações sobre seu ambiente, esteja ele fixado em um dente, à pele ou a qualquer superfície", completa o cientista.

Os testes realizados nos Estados Unidos mostram que o dispositivo funciona de forma confiável pelo período de uma semana. Além disso, ele foi testado quatro vezes em humanos, em diversas condições, como com a boca seca e após o consumo de água da torneira, de suco de maçã, de álcool, de enxaguante bucal e de sopa.

A versão atual detecta apenas o consumo de sal, glicose e álcool, o que pode ajudar médicos a monitorar pacientes com diabetes ou hipertensão, por exemplo. Mas, segundo os pesquisadores, o dispositivo pode ser ajustado para medir Ph, temperatura e até hidratação da boca. Além disso, mais camadas podem ser adicionadas ao sistema para aumentar sua capacidade.

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