Cientistas criam 'adesivo' para permite medir o nível de glicose no sangue

Parecido com um 'curativo', ele é não é invasivo e transmite as medições para dispositivos móveis

por Geisiane Martins 13/04/2018 09:23

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University of Bath/Divulgação
Pesquisadores britânicos estão desenvolvendo uma espécie de adesivo que é capaz de medir e monitorar, em tempo real, os níveis de glicose no sangue (foto: University of Bath/Divulgação)
Uma boa notícia para quem sofre de diabetes: um estudo publicado na revista científica Nature Nanotechnology apresenta um adesivo capaz de monitorar os níveis de glicose no sangue durante o dia e, em caso de variações consideráveis, envia os dados para um celular ou smartwatch (relógio inteligente), para que o usuário possa agir imediatamente, evitando problemas mais graves.

O dispositivo é uma espécie de "curativo" e extrai a glicose do fluido existente entre as células da pele, por meio dos folículos capilares. Vários sensores minúsculos usam uma pequena corrente elétrica para analisar o líquido. A glicose se acumula em pequenos reservatórios e é medida por várias horas, com leituras feitas a cada 10 ou 15 minutos. Durante esse processo, caso sejam identificadas variações, o diabético será notificado sobre as mudanças nos níveis de açúcar do sangue.

O adesivo, que é um método não incisivo, ou seja, não perfura a pele, exclui a necessidade do exame tradicional ao qual os diabéticos se submetem, em que há perfuração do dedo para retirada de uma pequena quantidade de sangue – em seguida é feita a medição da glicose num aparelho específico.

A nova técnica, criada pela equipe da Universidade de Bath, no Reino Unido, foi testada na pele de porco – que possui propriedades similares ao tecido humano. Os cientistas perceberam que seria possível rastrear com precisão os níveis de glicose em pacientes diabéticos. O próximo passo, segundo informa o artigo recém publicado, é a utilização do adesivo em um voluntário, para testar, pelo período de 24h, toda a funcionalidade do dispositivo, otimizando a quantidade e a eficácia dos sensores.

Para o pesquisador Richard Guy, um dos responsáveis pelo estudo britânico, a ideia de criar um método não invasivo de monitoramento do açúcar no sangue parecia algo muito difícil de ser alcançado. "O mais próximo que já se havia chegado exigia pelo menos a medição de um ponto único, usando um perfurador de dedo clássico, ou a implantação de um sensor pré-calibrado por meio de uma única inserção de agulha", comenta o professor da Universidade de Bath, em entrevista para a Nature Nanotechnology. Já o novo adesivo promete uma abordagem verdadeiramente livre de calibração, que torna mais fácil o uso, pois cada sensor em miniatura pode operar em uma pequena área sobre um folículo piloso individual, aumentando a precisão das medições.

Segundo Adelina Ilie, co-autora da pesquisa, os elementos usados no novo dispositivo é que o tornam um produto diferenciado. "Utilizamos o grafeno como um dos componentes, pois traz vantagens importantes: é resistente; conduz eletricidade; é flexível; é potencialmente de baixo custo; e ambientalmente amigável", diz a cientista. Para ela, o adesivo pode e deverá ser uma saída fácil e de baixo custo para medir não só a glicose, mas também para reduzir os casos de diabetes no mundo, que cresceram consideravelmente nos últimos anos.

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