Segundo pesquisadores, dieta com restrição calórica pode reduzir o envelhecimento

O baixo consumo de calorias faria o corpo consumir menos oxigênio e gerar menos radicais livres

por João Paulo Martins 02/04/2018 13:28

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(foto: Pexels)
Cientistas do Centro de Pesquisa Biomédica de Pennington, em Los Angeles, nos Estados Unidos, descobriram que quando as pessoas deixam de consumir calorias de forma drástica, podem retardar o metabolismo e, possivelmente, o processo de envelhecimento. Segundo a fisiologista clínica Leanne Redman, que liderou o estudo, publicado na revista Cell Metabolism, o principal desafio foi encontrar pessoas dispostas a participar. Afinal, elas teriam que cortar 25% de tudo que comiam no café da manhã, no almoço e no jantar. Ainda conforme a pesquisadora, é rpeciso salientar que nenhum dos voluntários estava acima do peso.

Foram recrutadas 53 pessoas saudáveis. Um terço comeu as refeições de forma regular, enquanto o restante adotou o plano de redução severa das calorias por um período de dois anos. "Eu não sei se você entende o rigor do que significa fazer restrição calórica todos os dias", comenta Leanne, em entrevista para a Rádio Pública Nacional (NPR, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, aqueles que cortaram as calorias acabaram perdendo um pouco de peso – em média, 11 kg –, mas, o grupo de controle ganhou até quatro quilos. É preciso lembrar que, no caso do estudo americano, a perda de peso não era o foco. Leanne Redman e sua equipe queriam saber se essa redução drástica de calorias poderia afetar a rapidez com que as pessoas envelhecem.

Para chegar a uma conclusão, os participantes passaram 24 horas em salas especiais, nas quais mediam as taxas metabólicas por meio da análise do oxigênio e do dióxido de carbono que produziam. Os cientistas notaram que, para aqueles que faziam dieta restritiva, o metabolismo diminuía e se tornava mais eficiente. "Basicamente, isso significa apenas que as células precisam de menos oxigênio para gerar a energia que o corpo necessita para sobreviver. Portanto, o corpo e as células estão se tornando mais eficientes no consumo de energia", explica Redman à NPR. Consumindo menos oxigênio na geração de energia, os subprodutos desse processo, ou seja, os temidos radicais livres, acabam sendo reduzidos.

"Oxigênio pode, realmente, ser prejudicial para tecidos e células. Assim, se as células se tornarem mais eficientes, então, elas têm menos oxigênio sobrando, o que poderia evitar danos", diz a fisiologista. Justamente esses subprodutos da produção de energia pelas células é que que aceleram o envelhecimento do corpo.

Apesar de as novas descobertas não provarem que o corte drástico de calorias ajuda diretamente na longevidade das pessoas, o estudo descobriu que a pressão sanguínea, o colesterol e os triglicérides estavam mais baixos no grupo com restrição calórica severa – quando esses aspectos estão elevados, existe risco de doenças cardiovasculares, que reduzem a expectativa de vida.

Mas, antes de começar uma redução calórica por conta própria, é preciso consultar um especialista, que vai analisar seu caso. Isso porque a diminuição do metabolismo nem semrpe é sinônimo de benefícios para o organismo.

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