É normal que o Brasil sinta os reflexos dos terremotos nos Andes

Especialista afirma que continuaremos a sentir muitos tremores ocorridos na América do Sul

03/04/2018 08:47

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(foto: Pixabay)
O terremoto que aconteceu na Bolívia na manhã de segunda, dia 2 de abril, foi sentido em várias cidades brasileiras. Esses reflexos de abalos sísmicos, segundo o professor de sismologia Lucas Vieira Barros, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), poderão acontecer outras vezes. "Essa não foi a primeira vez, nem será a última. Sismos grandes e profundos vão continuar acontecendo nos Andes e sentidos aqui no Brasil", comenta o especialista.

Na manhã de segunda (2), um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter, oriundo da Bolívia, foi sentido no Distrito Federal, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, pouco antes das 11h. Inclusive, um prédio de 10 andares no Barro Preto, região central de Belo Horizonte, precisou ser esvaziado devido ao tremor que ocorreu próximo à cidade de Carandayti, na Bolívia, a uma profundidade de cerca de 550 km.

Apesar de serem terremotos fortes, os tremores nos Andes não são suficientes para causar grandes estragos no Brasil. "A região dos Andes é uma região sismogênica com potencial de gerar grandes terremotos. Esses terremotos, por maior que eles sejam, podem ser percebidos no Brasil, mas dificilmente eles terão potencial de gerar danos aqui no Brasil", explica Lucas Barros.

Os sismos são comuns em regiões de convergência de placas tectônicas. Como mostra o portal Brasil Escola, as placas podem sofrer colisão ou subducção (uma placa mais densa "mergulha" sob uma menos densa), causando acúmulo de pressão e descarga de energia, que se propaga em forma de ondas sísmicas, caracterizando os terremotos.

(com Agência Brasil)

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