General da reserva pede intervenção militar, caso STF dê habeas corpus para o Lula

'Aí é dever das Forças Armadas restaurar a ordem', diz Luiz Gonzaga Schroeder Lessa

por Encontro Digital 03/04/2018 12:46

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Heinrich Aikawa/ Instituto Lula/Divulgação
"Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada", diz o general Schroeder Lessa em relação ao possível habeas corpus de Lula (foto: Heinrich Aikawa/ Instituto Lula/Divulgação)
Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo (Estadão), o general da reserva do Exército Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirma que se o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar o habeas corpus preventivo pedido pelo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será necessária uma intervenção militar no Brasil.

"Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever das Forças Armadas restaurar a ordem. Mas, não creio que chegaremos lá", comenta o militar na entrevista publicada nesta terça, dia 3 de abril, véspera da análise do mérito do habeas corpus pelos ministros do STF.

Segundo Lessa, o STF estará agindo como "indutor" da violência entre os brasileiros, "propagando a luta fratricida [matadora de irmãos], em vez de amenizá-la". "O que querem, no momento, é abdicar da justiça e fazer politicagem na mais alta corte do país", diz o general da reserva.

Luiz Gonzaga Lessa foi comandante militar do leste e da Amazônia e presidiu o Clube Militar. Ele já havia se manifestado em favor da intervenção militar em entrevista concedida para a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, no final de março deste ano.

"Vai ter derramamento de sangue. Infelizmente, é isso que a gente receia", diz o general, na ocasião. Ele acrescenta que essa crise "vai ser resolvida na bala".

Em nota enviada ao jornal Estadão, a assessoria de imprensa do Exército informa que as declarações do general da reserva Lessa representam a "opinião pessoal" dele.

"Exército brasileiro pauta sua atuação dentro dos parâmetros legais balizados pela Constituição Federal e outras normas que regem o assunto", diz a nota.

(com Agência Sputnik)

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