Grife de Santa Catarina cria coleção que está sendo considerada nazista por internautas

Apesar de ter sido inspirada em Berlim, as roupas da Lança Perfume foram consideradas parecidas com as da Alemanha de Hitler

por João Paulo Martins 20/04/2018 11:45

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Twitter/Reprodução
O casaco da nova coleção de Inverno da grife catarinense Lança Perfume foi associado ao uniforme usado por oficiais da elite nazista que comandou a Alemanha entre 1934 e 1945 (foto: Twitter/Reprodução)
Depois que a grife Lança Perfume, de Santa Catarina, lançou sua nova coleção LAB Collecton Inverno 2018, intitulada Uma Noite em Berlim, recebeu inúmeras críticas nas redes sociais na quarta, dia 18 de abril. O problema observado pelos internautas é que muitas peças apresentadas pela confecção catarinense traziam semelhanças com os uniformes usados pelos nazistas durante o governo de Adolf Hitler, entre 1934 e 1945 – especialmente pelos militares durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Após a repercussão extremamente negativa, a marca decidiu retirar do ar todas as informações sobre a coleção e também deixar de vender as roupas em questão.

"A marca reforça, mais uma vez, que não houve intenção de agredir ou apoiar qualquer movimento repressor ou radical", diz a nota divulgada pela Lança Perfume em sua conta oficial no Facebook, na quinta, dia 17 de abril. "A associação negativa e o sentimento gerado, porém, são suficientes para que a Lança Perfume opte por dar início a tais procedimentos [deixar de vender as peças], em respeito aos seguidores, consumidores e público em geral que, de alguma forma, se sentiram ofendidos com a abordagem do tema. A Lança Perfume lamenta o ocorrido e enfatiza seu repúdio a qualquer movimento de natureza fascista [extrema direita, como o nazismo]", completa o posto da grife de Santa Catarina na rede social criada por Mark Zuckerberg.

Mesmo com tais explicações, os internautas publicaram respostas contra a atitude da marca de criar peças que traziam detalhes que remetiam ao regime fascista de Adolf Hitler, como a famosa cruz de ferro. "Não houve intenção de apoiar um movimento, mas resolvermos usar símbolos desse movimento assim, na boa, sem intenção de que isso ofendesse pessoas contrárias à ele – já que causou a morte de milhões de pessoas", comenta o usuário Mario La Torre Filho, no Facebook. "Mandaram muito bem! Os sobreviventes do Holocausto [extermínio judeu na Segunda Guerra] vão adorar cruzar com alguém vestido com esses trajes na rua! Pior é quem defende e compra esse lixo", critica o internauta Eduardo Schwartzman. "Vocês não só desrespeitaram os clientes como também desrespeitaram o povo alemão e sua cultura. Desrespeitaram os refugiados da Segunda Guerra Mundial. Eu sou bisneta de um, e levo meu sobrenome com muito orgulho de alguém que chegou no Brasil passando fome e pedindo por emprego para recuperar tudo que o nazismo retirou", reclama a usuária Camila Baungart. "Como pesquisadora do nazismo e do neonazismo, há mais de uma década, informo: o neonazismo 'renazificou' esses símbolos. Interessante ninguém na escala de produção pensar que isso ofenderia judeus, pessoas com deficiência e outras que foram vítimas do nazismo", publica Adriana Dias Higa Lula da Silva, na mesma rede social.

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