Henrique Meirelles deixa Ministério da Fazenda para ser candidato nas Eleições 2018

O ex-ministro, no entanto, não informou o cargo para o qual vai concorrer no pleito deste ano

por Encontro Digital 06/04/2018 17:50

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou, na tarde desta sexta, dia 6 de abril, que está deixando o cargo no governo do presidente Michel Temer para disputar as Eleições 2018. Filiado ao MDB no início de abril, ele não informou a qual cargo pretende concorrer. O prazo para desincompatilibilização de candidatos às eleições deste ano terminou nesta sexta (6), seis meses antes do primeiro turno, por isso, a exoneração de Meirelles foi publicada numa edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

"Hoje, encerro um ciclo muito importante da minha vida. Sempre me coloquei a serviço do Brasil, independentemente do partido no governo. Tive o prazer de ajudar o país a sair de crises econômicas sérias em dois momentos", declara Henrique Meirelles.

O ministro defendeu o seu legado, afirmando que, ao assumir, em 2016, encontrou desemprego, aumento da pobreza e diminuição da renda. "Tivemos a coragem de submeter o Brasil às decisões econômicas corretas. Hoje, a inflação está nos níveis mais baixos da história, a recessão foi superada e começamos a criar empregos", acrescenta o pré-candidato.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, assume o comando da pasta. Segundo Meirelles, Guardia tem o aval de Temer para continuar o trabalho de ajuste fiscal e de recuperação da economia.

Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, o agora ex-ministro assumiu o Ministério da Fazenda em maio de 2016, assim que Michel Temer chegou ao Palácio do Planalto. No comando da área econômica, o ministro conseguiu a aprovação do teto federal de gastos e participou da elaboração e das negociações para a aprovação da reforma trabalhista. Durante a gestão, Meirelles também anunciou o aumento de tributos sobre combustíveis, na tentativa de reequilibrar as contas públicas.

O ex-ministro da Fazenda, no entanto, teve derrotas, como o adiamento da votação da reforma da Previdência. O Congresso também não votou as medidas de ajuste fiscal propostas no fim do ano passado, como a reversão da desoneração da folha de pagamentos e a medida provisória que antecipa a cobrança de Imposto de Renda para os fundos exclusivos de investimento. Outra derrota do ministro foi a derrubada, por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), da medida provisória que adiava, por um ano, o reajuste aos servidores federais.

(com Agência Brasil)

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