No Brasil, cerca de 10 mil pessoas sofrem com herpes zoster, todos os anos

A doença causada pelo vírus da catapora pode aparecer em qualquer momento da vida

por Da redação com assessorias 11/04/2018 09:50

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Medhealthadvice.com/Reprodução
Vírus da varicela fica inativo e pode voltar a infectar o paciente em qualquer momento, especialmente na terceira idade, causando lesões na pele típicas do herpes zoster (foto: Medhealthadvice.com/Reprodução)
Existem oito tipos de vírus que causam diferentes formas de herpes nos seres humanos. Uma delas é a famosa catapora (varicela), doença neuro-cutânea mais conhecida como herpes zoster. No Brasil, apesar de não termos dados oficiais, a estimativa do Sistema de Informações Hospitalares do SUS é de que aproximadamente 10 mil pessoas são internadas todos os anos em virtude de complicações causadas pelo vírus varicela-zoster.

Segundo a dermatologista Joana Barbosa, o quadro infeccioso do herpes zoster pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em pacientes de meia-idade ou idosos. "Estes pacientes, na infância ou adolescência, tiveram varicela ou uma infecção viral subclínica. O vírus permanece latente nos gânglios nervosos por anos ou décadas e pode se manifestar após algum fator desencadeante", esclarece a especialista.

A doença pode surgir em situações de imunodepressão medicamentosa; uso de drogas imunossupressoras no tratamento de doenças autoimunes; neoplasias; ou doenças inflamatórias. "Pode ocorrer também, como infecção oportunista em transplantados de órgãos ou indivíduos infectados pelo vírus HIV, ou mesmo em pessoas sem qualquer doença interna grave", completa a médica.

Joana Barbosa explica que as lesões que aparecem no herpes zoster, frequentemente, se manifestam no tronco e abdome, mas podem atingir também a face e outros locais do corpo. "A dor ou queimação local são de intensidade variável e usualmente precedem o surgimento das lesões na pele. A queixa dolorosa pode ser confundida com dores de inflamação da vesícula biliar ou de origem cardíaca, dependendo do local em que o vírus prolifera e do respectivo nervo", diz a dermatologista.

A vítima desse tipo de herpes apresenta vesículas (bolhas menores que um cm de diâmetro) que podem levar á transmissão da doença. "Um simples contato das mãos com as vesículas pode transferir o vírus para outras áreas do corpo, inclusive os olhos e também para parceiros em contato pele com pele ou mucosa", alerta a especialista.

O tratamento do herpes zoster, como mostra Joana, é individualizado e só o médico poderá indicar qual a melhor terapia para cada caso. Por isso, procurar atendimento especializado logo nos primeiros sintomas é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados. "Quanto antes forem iniciadas as medicações, menor será a morbidade e possível desenvolvimento de sequelas neurais", completa.

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