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Estado de Minas BRASIL

ONU quer usar drones para espalhar Aedes aegypti estéreis no Brasil

Método vai ajudar a reduzir a população do inseto causador da dengue


postado em 20/04/2018 09:28 / atualizado em 20/04/2018 09:54

A Agência Internacional de Energia Atômica, da Organização das Nações Unidas (ONU), está realizando testes no Brasil com drones para combater mosquitos transmissores de doenças. Os pequenos veículos não tripulados transportam milhares de Aedes aegypti, que ficaram estéreis por meio da radiação, e que são liberados no meio-ambiente para cruzar com mosquitos nativos sem gerar descendentes. Com isso, ao longo do tempo, a população de insetos diminui, reduzindo a propagação de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O Brasil deve começar a usar esse sistema da ONU em zonas rurais e urbanas em janeiro do próximo ano, no pico do Verão e época de reprodução dos mosquitos. A biofábrica de insetos estéreis Moscamed Brasil, localizada na cidade de Juazeiro, na Bahia, que colabora com a agência internacional, faz parte do projeto.

A instituição foi escolhida pelas Nações Unidas por ser a primeira biofábrica do mundo a utilizar a tecnologia de raios-x para esterilização de insetos e controle biológico de pragas.

O uso de drones foi testado, pela primeira vez, no mês de março. Segundo o entomologista Jeremy Bouyer, pesquisador da ONU, o mecanismo de libertação de mosquitos estéreis, até agora, vinha sendo feita de forma manual. Por isso, o uso de drones "é um grande avanço, abrindo caminho para libertações de larga escala, com custo controlado, em zonas densamente povoadas".

Um dos maiores desafios é manter os mosquitos vivos quando são transportados. Com outros tipos de insetos, são usados aviões para a liberação, mas, este tipo de prática é danosa para mosquitos, pois danifica as asas e as pernas. Já com a técnica dos drones, a taxa de mortalidade foi reduzida para apenas 10%.

Ainda conforme Bouyer, "usando um drone, pode tratar-se 20 hectares de área em cinco minutos". Um drone pesa apenas 10 kg, mas carrega até 50 mil insetos. Além disso, o custo de cada aparelho é de cerca de US$ 10 mil (R$ 33,8 mil), o que corta os custos de liberação dos insetos pela metade.

A agência da ONU e seus parceiros, agora, tentam reduzir o peso do drone e aumentar sua capacidade de transporte para 150 mil mosquitos.

(com ONU News e Agência Brasil)

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