Ministro do STF diz que corrupção sempre foi um 'modo' de fazer política no Brasil

Para Luis Roberto Barroso, brasileiros perderam confiança nas instituições devido a esse problema

por Encontro Digital 02/04/2018 16:29

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Nelson Jr./STF/Divulgação
(foto: Nelson Jr./STF/Divulgação)
Durante participação em fórum internacional realizado na cidade de São Paulo, nesta segunda, dia 2 de abril, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que a corrupção sistêmica sempre foi um "modo" de fazer política no Brasil. "O Brasil se deu conta de que vivenciávamos uma corrupção sistêmica, endêmica, que não era produto de falhas pessoais, era um modo de conduzir o país", comenta Barroso.

O ministro do STF evitou comentar o Inquérito dos Portos, do qual é relator no tribunal, e a recente prisão temporária, e posterior soltura, de 10 investigados na Operação Skala, deflagrada na quinta-feira, dia 29 de março, pela Polícia Federal (PF).

Sem conversar com jornalistas, o ministro falou sobre corrupção durante o fórum promovido pelo Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Crime e Tratamento do Delinquente. Para Luis Roberto Barroso, o país celebrou um "pacto de saque ao estado", firmado entre empresários, políticos e a burocracia estatal, com renovação constante dos acordos de corrupção.

No entender do ministro, o processo gerou perda da confiança, de maneira geral, entre os brasileiros. "O custo moral de tudo isso foi a criação da cultura de desonestidade. Precisamos romper com esse ciclo da cultura de desonestidade", diz o jurista.

Ao falar sobre segurança humana, Barroso ressalta que a universalização do ensino para crianças de até 3 anos é a meta mais importante para alcançar esse objetivo no país. "Não acho que um país se constrói apenas com punitivismo e combate à corrupção, mas com agenda social. Não apenas slogans".

Por sua vez, o juiz Eugenio Raúl Zaffaroni, da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), citou os altos índices de mortes violentas e as condições precárias dos presídios, onde se evidenciam grandes injustiças. "Nas cadeias, 14% dos presos são por crimes contra a vida, 3% por crimes sexuais e o restante, por crimes contra a propriedade e vinculados às drogas", afirma Zaffaroni.

(com Agência Brasil)

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