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Estado de Minas SAúDE

Pesquisadores criam uma espécie de 'band-aid' injetável

O curativo inovador ajuda a estancar até sangramentos internos


postado em 03/04/2018 16:28 / atualizado em 03/04/2018 16:44

Imagine ter um curativo que pode ser injetado no corpo e ajudar a fechar lesões internas e externas, impedindo o sangramento até a morte, podendo ser usado até em campos de batalha? Apesar de parecer ficção científica, esse produto inovador está sendo pesquisado na Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos. Os cientistas projetaram uma espécie de "band-aid" que pode interromper o sangramento no local da ferida – esse efeito é chamado de hemostasia. O estudo, publicado na revista científica Acta Biomaterialia, foi possível graças ao uso de algas marinhas, que funcionaram como "agente espessante" para a bandagem de hidrogel.

Uma vez que o tratamento é injetado no corpo, também são liberados compostos terapêuticos que auxiliam na cura. "Os hidrogéis injetáveis %u200B%u200Bsão materiais promissores para alcançar a hemostase em caso de lesões internas e sangramento, já que estes biomateriais podem ser introduzidos em um local da ferida usando abordagens minimamente invasivas", comenta o pesquisador Akhilesh K. Gaharwar, em comunicado enviado à imprensa. "Um curativo injetável ideal deve solidificar após a injeção na área da ferida e promover uma onda de coagulação natural. Além disso, a bandagem injetável deve iniciar a cicatrização logo após a hemostasia", completa o cientista.

Os pesquisadores comparam o novo curativo de hidrogel com uma gelatina em pó. Ele é formado por uma cadeia de polímeros que se expande em contato com a água e imita "a estrutura dos tecidos humanos".

Logo após a injeção com a bandagem, plasma sanguíneo e plaquetas, que são fatores de coagulação, se acumulam em uma camada na superfície do hidrogel, ajudando a estancar o fluxo sanguíneo no local da lesão.

"A hemorragia é uma das principais causas de morte em soldados feridos nos campos de batalha" e algumas outras condições médicas, observa o estudo. "Assim, há uma necessidade para o desenvolvimento de novos materiais bioativos para reduzir a probabilidade de choque hemorrágico decorrente de feridas internas".

Além do uso militar, os cientistas da Universidade Texas A&M esclarecem que o curativo injetável pode ser aplicado em cirurgias, como a inserção de um stent em um vaso sanguíneo para abrir e restaurar o fluxo sanguíneo; e na conexão entre vasos sanguíneos ou outros canais corporais que normalmente não estão ligados.

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