Cirurgia plástica é uma opção para tratar as grandes manchas na pele

O chamado Nevo Melanocítico Congênito pode afetar a autoestima e é fator de risco para o melanoma

por Da redação com assessorias 23/04/2018 12:52

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Instagram/angelicaksy/Reprodução
Manchas na pele, como a da apresentadora Angélica, podem ser um "estilo" ou marca pessoal, ou se transformar em problema, como é o caso do Nevo Melanocítico Congênito (foto: Instagram/angelicaksy/Reprodução)
Assim como a apresentadora Angélica, muitas pessoas possuem marcas de nascença em forma de manchas na pele, chamadas cientificamente de nevos. A artista da Globo traz sua famosa "pinta" na perna esquerda, mas, esse tipo de marca pode deixar de ser um apelo estético e virar um transtorno, ocupando metade do rosto ou grande parte do tronco. Neste caso, o problema é conhecido como Nevo Melanocítico Congênito (NMC).

Segundo o cirurgião plástico Luiz Molina, trata-se de uma condição causada pelo acúmulo de melanócitos, células pigmentares que dão cor à pele. Em condições normais, a pigmentação é bem distribuída pelo corpo. Já em quem nasce com o NMC, as células são mal distribuídas, levando ao aparecimento das manchas em certas regiões. "Estima-se que o NMC afete um em cada 100 bebês nascidos vivos. Entretanto, ao considerar o nevo gigante, a estimativa vai para um em cada 20 mil bebês nascidos vivos. As principais áreas afetas são o rosto e o tronco", comenta o médico.

Váriso estudos já associaram as pintas ou manchas pigmentadas ao melanoma, que é um tumor de pele agressivo. "Portanto, crianças com nevo têm risco aumentado para desenvolver esse tipo de câncer. Outras poderão apresentar problemas no sistema nervoso central devido à presença de melanócitos no cérebro ou na medula espinhal", diz o especialista.

Outro impacto importante que decorre do Nevo Melanocítico Congênito diz respeito ao aspecto emocional, já que as crianças precisam enfrentar o preconceito em relação à aparência.

A forma mais recomendada de tratar o NMC é a remoção cirúrgica. Ela é indicada em vários casos, principalmente quando há risco aumentado para melanoma e a pessoa sofre com o impacto social. Nas manchas menores, a cirurgia é menos complexa e compreende a retirada do nevo e a costura da pele em volta. O procedimento pode deixar uma pequena cicatriz.

De acordo com Luiz Molina, nos nevos gigantes, a cirurgia é mais complexa. "Na remoção de um nevo gigante, o cirurgião plástico irá retirar o máximo possível da mancha, procurando minimizar as cicatrizes. Além disso, o procedimento exige o enxerto de pele na área em que o nevo foi removido, portanto, a retirada implica em outras cicatrizes", esclarece o cirurgião plástico.

Em alguns casos, a pele do paciente é esticada até cobrir a área da remoção do NMC. Atualmente, é usada uma técnica de expansão: antes da cirurgia, é implantado um expansor temporário para estivar a pele e usá-la na cirurgia. Isto é particularmente importante para crianças, de modo a evitar o uso de enxerto.

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