Quatro bancos concentram quase 79% da oferta de crédito no Brasil

A informação foi divulgada pelo Banco Central

por Encontro Digital 17/04/2018 13:54

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(foto: Pixabay)
Dados do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgados nesta terça, dia 17 de abril, pelo Banco Central (BC), mostram que os quatro maiores bancos do país (Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) concentraram 78,51% do mercado de oferecimento de crédito em 2017. Essas instituições também foram responsáveis por 76,35% dos depósitos de todos os correntistas do país.

De acordo com o relatório, a concentração bancária vem crescendo no país. Em dezembro de 2007, os quatro bancos eram responsáveis por 54,68% do crédito e 59,34% dos depósitos.

Questionado se a concentração bancária dificulta a queda dos juros, Paulo Souza, diretor de Fiscalização do BC, afirma que a autoridade monetária tem adotado medidas para reduzir o custo do crédito. Ele esclarece que o spread – diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes – está em queda, mas o BC trabalha para que a velocidade dessa redução seja maior. Entre as medidas, o executivo cita a reforma trabalhista como forma de reduzir custos para as instituições financeiras. Para Souza, é preciso também que sejam aprovadas as mudanças no cadastro positivo (inclusão automática dos bons pagadores) e a criação do registro eletrônico de duplicatas, em tramitação no Congresso Nacional.

Paulo Souza lembra também que a redução da taxa básica de juros, a Selic, diminuiu o custo de captação do dinheiro pelos bancos e gerou mudanças nos depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a recolher ao BC). "Uma série medidas que juntas vão colaborar para essa redução [dos juros]", afirma o diretor do BC.

No dia 10 de abril, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que não está satisfeito com o ritmo de queda dos juros no país. Ele disse que o assunto é da maior importância para o BC. "O objetivo é atacar, de forma estrutural, não voluntariosa, todas as causas que tornam o custo de crédito alto no Brasil", acrescentou, na época, durante audiência pública no Senado.

(com Agência Brasil)

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