Vida alienígena pode ser muito restrita, segundo estudo britânico

Cientistas descobriram que o Universo é pobre em fósforo, elemento essencial para os seres vivos

por João Paulo Martins 05/04/2018 10:27

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(foto: Pixabay)
Astrônomos acabam de fazer uma descoberta que pode reduzir exponencialmente as chances de existir vida em outras regiões do Universo. Segundo o novo estudo, divulgado pelo jornal Metro, do Reino Unido, o fósforo, um dos minerais mais presentes no corpo humano, é menos abundante no espaço sideral do que se imaginava. Esse elemento químico é vital para o armazenamento e a transferência de energia nas células e faz parte da estrutura básica do DNA.

A pesquisa realizada pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu que o fósforo é criado em supernovas, ou seja, quando estrelas muito densas explodem no final de suas vidas. Porém, existe um tipo específico de supernova capaz de criar o mineral tão importante para o surgimento da vida.

De acordo com os cientistas, a Terra pode ser considerada "sortuda" justamente por ter sido criada perto o suficiente do tipo "certo" de supernova.

"O modo como o fósforo é transportado para planetas 'recém-nascidos' parece bastante precário. A estimativa é de que apenas alguns tipos de moléculas que carregam fósforo vieram para a Terra, provavelmente trazidas por meteoritos, e foram reativadas de forma a produzirem as biomoléculas originais", comenta a astrônoma Jane Greaves, principal autora da pesquisa britânica.

Como o fósforo é proveniente de supernovas, viajando pelo Universo incorporado às rochas, especialmente os meteoritos, a grande questão é saber se um planeta jovem poderia ser considerado carente do mineral por causa da região em que nasceu. "Isto é, começou perto do tipo errado de supernova? Neste caso, a vida poderia, de alguma forma, se esforçar para começar a partir de um ambiente químico pobre em fósforo?", questiona a pesquisadora.

Esse estudo foi possível graças às observações feitas com o telescópio William Herschel, que pertence ao Reino Unido, mas está localizado em La Palma, nas Ilhas Canárias, no oceano Atlântico. Os astrônomos estavam procurando assinaturas de fósforo e de ferro na Nebulosa do Caranguejo, após a explosão de uma supernova a 6,5 mil anos-luz de distância – o evento se deu na constelação de Touro.

Uma pesquisa anterior já havia procurado fósforo em Cassiopeia A, uma remanescente de supernova que explodiu a 11 mil anos-luz de distância.

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