Vírus H3N2, que gerou 47 mil casos nos Estados Unidos, começa a circular no Brasil

Esse tipo do Influenza pode ser prevenido por meio da vacina contra a gripe

por Encontro Digital 09/04/2018 17:47

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(foto: Pixabay)
É sabido que a chegada das estações mais frias, o vírus Influenza, causador das gripes, passa a circular com mais intensidade no Brasil. Além da famosa cepa H1N1 do micro-organismo, que é chamada de influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados brasileiros já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus que, só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas e causou diversas mortes, especialmente crianças e idosos.

Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, mostram que 13 estados do país registraram casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que é causada pelo H3N2, resultando em 10 mortes este ano.

A circulação desse tipo de Influenza no Brasil não é novidade. Segundo a biomédica Regiane de Paula, da secretaria estadual de Saúde de São Paulo, o vírus H3N2 circula no país há bastante tempo. "O que acontece é uma sazonalidade, por isso em todo mês de setembro um grupo se reúne na Organização Mundial de Saúde [OMS] para entender qual é o vírus que está circulando, principalmente no hemisfério Norte, e isso replica um pouco no Brasil", diz a especialista.

Regiane explica que a imunização contra o patógeno faz parte da vacina contra a gripe. "A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de vírus vivo que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B", comenta a biomédica.

Para ela, não é possível afirmar que a incidência no H3N2 no Brasil será igual ao que ocorreu nos Estados Unidos. "Não podemos falar que vamos ter o H3N2 exatamente da mesma maneira no Brasil, lembrando que há um inverno muito mais intenso na América do Norte. Estamos em um país tropical, ainda não esfriou, mas estamos em mundo globalizado", afirma Regiane de Paula.

Segundo a especialista, a vigilância epidemiológica dos estados e municípios e também o Ministério da Saúde usam como referência o que ocorreu no hemisfério Norte. "Durante 2014 e 2015 houve incidência do H1N1 e isso se manteve durante o ano de 2017. Agora, em 2018, também temos o H3N2, que está circulando nesse momento no estado de São Paulo e no Brasil".

Prevenção

As medidas de proteção contra o H3N2 são as mesmas que os outros tipos do vírus Influenza. "É seguir a etiqueta respiratória: colocar sempre o braço para tossir e/ou espirrar nas pessoas; fazer a lavagem das mãos; evitar locais fechados, principalmente a população de risco; e, aos primeiros sinais de sintomas, procurar um médico", destaca a biomédica.

(com Agência Brasil)

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