Pesquisa mostra que 71% dos brasileiros estão satisfeitos com a alimentação

Levantamento foi feito pela Fiesp e mostra que as pessoas estão mais 'conscientes'

por Encontro Digital 23/05/2018 14:52

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
A maioria dos brasileiros se esforça para manter uma alimentação saudável, buscando consumir produtos mais frescos e nutricialmente ricos. O resultado faz parte de um levantamento inédito divulgado nesta quarta, dia 23 de maio, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Oito em cada 10 brasileiros afirmam que se esforçam para ter uma alimentação saudável e 71% dos entrevistados apontam que preferem produtos mais saudáveis, mesmo que tenham que pagar caro por eles. O mesmo percentual (71%) admite estar satisfeito com a própria alimentação.

A pesquisa ouviu três mil pessoas com mais de 16 anos em 12 regiões metropolitanas brasileiras, entre setembro e outubro do ano passado. A margem de erro é de 1,8%. O levantamento também compara os resultados atuais com o último estudo, feito em 2010.

Apesar da constatação de que os brasileiros têm buscado se alimentar melhor, a pesquisa verificou algumas contradições.

A percepção de "ter comido demais" aumentou nos últimos sete anos, passando de 52% em 2010 para 56% no ano passado. Na hora de escolher entre um alimento mais saudável e outro com melhor sabor, 61% admitiram preferir aqueles mais saborosos – alta de 5% em relação a 2010. O índice de brasileiros que consideram a comida saudável muito sem gosto também é significativo, de 54% em 2010 e 52% em 2017.

Agrotóxicos

Entre os aspectos considerados importantes durante o processo de compra está a redução do uso de agrotóxico, cujo índice subiu de 19% em 2010 para 20% no ano passado. O assunto é tema de votação na Câmara dos Deputados, com o projeto que, na prática, revoga a atual lei de agrotóxicos. Criticado por ambientalistas, com o projeto, o registro dos agrotóxicos serviria apenas para produtos que apresentem risco considerado "inaceitável" para a saúde humana e o meio-ambiente.

Para Antônio Carlos Costa, gerente do departamento de Agronegócio da Fiesp, a legislação brasileira sobre o uso de agrotóxicos precisa ser modernizada. "Você precisa ter mecanismos mais ágeis para incorporar tecnologias. Se hoje um registro de procutos demora sete ou 10 anos para acontecer, isso significa que a gente esta abrindo mão de novas tecnologias, que geram menos impactos e estariam disponíveis caso esse processo fosse mais rápido", diz Costa.

(com Agência Brasil)

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