Abcam pede que caminhoneiros voltem ao trabalho com a sensação de 'dever cumprido'

'O objetivo foi alcançado, a Abcam pede a todos os caminhoneiros que voltem ao trabalho'

por Encontro Digital 28/05/2018 08:49

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Vladimir Platonow/Agência Brasil/Divulgação
(foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil/Divulgação)
Nesta segunda, dia 28 de maio, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) confirmou a assinatura do acordo para pôr fim à paralisação dos caminhoneiros autônomos. O governo federal decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro, valor referente ao que seria a retirada dos impostos PIS/Cofins e Cide, que incidem sobre esse combustível. Depois desse período, o preço do diesel deverá ser ajustado mensalmente. Além disso, a alíquota da Cide sobre o diesel será zerada até o final do ano.

"A Abcam considera o acordo assinado uma vitória, já que o anterior previa uma redução de apenas 10% por apenas 30 dias. Entretanto, a associação acredita que até dezembro deste ano o governo encontre soluções para que essa redução seja permanente", informa a associação, em nota enviada á imprensa.

Ministros que integram o gabinete de crise e representantes da área econômica do governo passaram o domingo (27) reunidos no Palácio do Planalto, para calcular os impactos do acordo, assinado à noite por lideranças dos caminhoneiros autônomos.

"Sendo assim, já que o objetivo foi alcançado, a Abcam pede a todos os caminhoneiros que voltem ao trabalho", completa a nota da entidade.

Em mensagem à imprensa, José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam, pede que os caminhoneiros voltem satisfeitos e orgulhosos. "Conseguimos parar este país e sermos reconhecidos pela sociedade brasileira e pelo governo. Nossa manifestação foi única, como nunca ocorreu na história. Seremos lembrados como aqueles que não cederam diante das negativas do governo e da pressão dos empresários do setor. Teremos o reconhecimento da nossa profissão, de que nosso trabalho é primordial para o desenvolvimento deste país. Voltem com a sensação de missão cumprida, mas lembrando que a luta não termina aqui', afirma o representante da associação dos caminhoneiros.

(com Agência Brasil)

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