Apesar das altas do dólar e do petróleo, Selic deve cair na semana que vem

Banco Central já havia sinalizado que a taxa básica de juros chegará a 6,25% ao ano

por Correio Braziliense 10/05/2018 14:12

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(foto: Pixabay)
Apesar do aumento da cotação do dólar e da subida dos preços do petróleo, a taxa básica de juros, a Selic, deve cair 0,25 ponto percentual, alcançando 6,25% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que está marcada para a próxima semana, nos dias 15 e 16 de maio. Recentemente, Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC), sinalizou que os diretores levam em conta, no regime de metas da inflação, a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as expectativas do mercado e o nível de atividade.

As declarações de Ilan indicam que o BC manterá a estratégia previamente definida na ata do último encontro do Copom e do Relatório Trimestral de Inflação. Apesar disso, o mercado está dividido sobre como a autoridade monetária se comportará na próxima semana. O economista Sílvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, destaca que as afirmações do presidente do BC são corretas e mostram que o Brasil tem fundamentos sólidos do ponto de vista inflacionário.

Para Campos Neto, mesmo com a alta do dólar, a retomada gradual da economia reduz significativamente o espaço para repasse de variações cambiais para os preços de produtos e serviços. Ele explica que o cenário externo tem afetado todas as economias emergentes e que o Brasil possui condições de se proteger das oscilações na divisa americana.

Além disso, o economista ressalta que não há fuga de capitais do país pela redução da diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil. "Esse diferencial já caiu bastante e não será 0,25 ponto percentual que mudará o cenário. O investidor, entretanto, se preocupa com o cenário eleitoral incerto. O foco será muito mais doméstico nos próximos meses", comenta o especialista.

Apesar disso, outros analistas avaliam que o BC não deve cortar os juros na próxima reunião. David Beker, economista-chefe do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, altera a aposta de queda de 0,25 ponto e passa a acreditar na manutenção da Selic em 6,5%. "O aumento na incerteza internacional é o principal fator que explica a mudança", afirma o executivo.

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