Americana com coriza descobre ser vítima de vazamento de fluido cerebral

Ela ficou dois anos achando que o nariz escorria devido a alergias

por João Paulo Martins 09/05/2018 11:47

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Facebook/NebraskaMed/Reprodução
A americana Kendra Jackson ficou dois anos com coriza, achando ser vítima de alergia, até descobrir que era o fluido cerebral que estava saindo pelo nariz (foto: Facebook/NebraskaMed/Reprodução)
Uma americana moradora do estado de Nebraska vinha sofrendo de coriza crônica nos últimos dois anos. Quando procurava atendimento médico, sempre recebia o diagnóstico de reação alérgica ou rinite crônica. Porém, depois de ser atendida num hospital da cidade mais populosa do estado, descobriu que o corrimento no nariz, na verdade, era o fluido de seu cérebro que estava vazando. A informação foi divulgada pelo canal de TV local KETV.

A descoberta do inusitado problema de Kendra Jackson se deu graças à médica assistente Carla Schneider, do hospital Nebraska Medicine, que fica em Omaha. A especialista, após realizar alguns exames, logo percebeu que não se tratava de alergia, e sim, de vazamento de fluido cérebro espinhal causado por um buraco no crânio. O líquido cefalorraquidiano, ou líquor, atua como uma camada protetora do cérebro, impedindo que o órgão sofra danos dcorrentes de pancadas na cabeça ou por movimentos bruscos.

Em entrevista à KETV, Jackson revelou que seu nariz escorria como "uma cachoeira" e, por isso, sempre andava com lenços de papel para todo o lado. Ela também disse à emissora que sofria de constantes dores crônicas na cabeça. Tudo teria começado depois que ela sofreu um acidente de carro, o que fez seu rosto bater contra o painel do veículo.

Após a descoberta do problema, no final do mês passado, a otorrinolaringologista Christie Barnes e o neurocirurgião Dan Surdell, do centro médico de Nebraska, foram responsáveis pelo procedimento cirúrgico que solucionou o vazamento "potencialmente perigoso".

Segundo os médicos, se não for devidamente tratado, o vazamento de líquor pode causar uma infecção grave com risco de morte. Eles lembram ainda que o fluido cerebral pode vazar também pelas orelhas.

Por sorte, a perda do líquido cefalorraquidiano é algo raro: afeta menos de cinco pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes, todos os anos. Esse número não inclui vazamentos causados por traumas na cabeça.

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