Campanha quer educar consumidor para evitar 'armadilhas' do consumo

Descontos expressivos, parcelas a perder de vista, são algumas táticas usadas pelo varejo

por Encontro Digital 17/05/2018 11:23

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(foto: Pixabay)
Comprar um vestido pela metade do preço ou um carro "0 km" sem precisar dar nenhum valor de entrada. Estas ofertas tentadoras, muitas vezes, podem ser o gatilho para o consumo desenfreado. Justamente o combate ao consumismo é o foco da campanha de educação financeira No Meu Dinheiro Mando Eu, promovida pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

"As mais comuns são as grandes promoções com zero de entrada; pague dois e leve três; cartão de crédito com o limite turbinado; 50% OFF; 10x sem juros; planos anuais e a Black Friday", comenta Cristiano Verardo, integrante da comissão técnica de Estratégia e Criação de Valor da Abrapp.

A campanha descreve "armadilhas" que seduzem  para dar dicas ao consumidor de como não se deixar levar pelo impulso de comprar e a cometer erros. Em relação aos planos de academias de ginástica, por exemplo, a recomendação é que consumidor avalie quais as vantagens e desvantagens de contratar um plano anual, semestral ou mensal e analisar a economia real ao contratar o serviço.

Verardo alerta que o consumidor precisa refletir, antes de comprar, se realmente necessita daquele produto ou serviço. "Os consumidores também não avaliam os custos envolvidos em uma compra, como por exemplo, o seguro e o IPVA do carro novo; ração, consultas, brinquedos e remédios de um novo cachorrinho; ou alimentação, hospedagem e passeios, ao comprar uma passagem de avião em uma oferta relâmpago", afirma o especialista.

Outros exemplos citados são "achar que é necessário ter os produtos tops de linha", "não apurar os juros ou taxas cobradas em suas transações comerciais" ou ainda adquirir itens "baratinhos" sem avaliar a qualidade da mercadoria.

Segundo a Abrapp, a ideia da campanha não é colocar em dúvida os benefícios das ofertas e promoções, mas chamar a atenção para a responsabilidade do consumidor sobre a tomada de decisão. "Não somos contra o consumo. Dinheiro é feito para gastar, mas antes é preciso fazer sobrar e, depois consumir de forma consciente na hora e no momento certo. Entendemos que a educação financeira é uma base importante para a aposentadoria. O jovem que administra com sabedoria as suas finanças e faz uma poupança previdenciária, chegará a maturidade com a segurança de uma fonte de renda confiável", defende Luis Ricardo Martins, presidente da Abrapp.

(com Agência Brasil)

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