Estados Unidos não conseguem combater doenças causadas por mosquitos e parasitas

Só as moléstias transmitidas por carrapatos cresceram 60% entre 2004 e 2016

por Encontro Digital 02/05/2018 11:29

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(foto: Pixabay)
Para quem achava que os Estados Unidos, por terem grande parte do território fora de regiões tropicais, estaria livre de doenças causadas por insetos e parasitas, é melhor mudar de ideia. Segundo um relatório divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças(CDC) dos EUA, problemas como zika vírus, Doença de Lyme e febre do Nilo Ocidental, causados por mosquitos, carrapatos e de pulgas, triplicaram entre os americanos entre 2004 e 2016. Foram registrados mais de 640 mil casos no país no período analisado. Além disso, nove micro-organismos transmitidos por carrapato foram descobertos nos últimos 13 anos.

O documento, divulgado na terça, dia 1º de maio, mostra que zika, Nilo Ocidental, Lyme e chikungunya, além de outras infecções, transmitidas por insetos e parasitas "têm confrontado os Estados Unidos e deixado muitas pessoas doentes".

O estudo ainda não consolida números de 2017, mas, com a proximidade do Verão no país da América do Norte, as autoridades do CDC alertam os estados para reforçar as campanhas de prevenção de picadas e infestações.

Para Robert R. Redfield, diretor do CDC, é preciso investir no controle dos vetores. "As primeiras linhas de defesa são departamentos de saúde estaduais e locais e organizações de controle de vetores, e devemos continuar a melhorar nosso investimento capacidade de lutar contra essas doenças", afirma o americano.

Conforme o CDC, esse é o primeiro estudo que examina coletivamente as tendências de várias doenças, transmitidas por diferentes insetos e parasitas mosquitos, pulgas e carrapatos). A conclusão é que os Estados Unidos não estão completamente preparados para o combate às doenças causadas por esses tipos de vetores. Chamou a atenção dos pesquisadores o aumento de transmissões da Doença de Lyme, transmitida por carrapatos.  A proliferação de problemas vinculados a esse artrópode cresceu 60%, variando de região para região.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças afirma ainda que o aumento de casos dessas doenças está relacionado há vários fatores, incluindo a maior exposição da população, que viaja ou recebe viajantes de áreas contaminadas, que acabam trazendo os vírus e infestando os vetores dentro do país.

(com Agência Brasil)

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