Endometriose pode causar endometrioma, sabia?

Além do crescimento irregular do endométrio, algumas mulheres apresentam cisto no tecido que reveste o útero

por Da redação com assessorias 16/05/2018 09:43

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Lommelegen.no/Reprodução
(foto: Lommelegen.no/Reprodução)
Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de sete milhões de brasileiras sofrem com a endometriose, uma doença considerada "silenciosa". "Se considerarmos que cerca de 20% dos casais que desejam engravidar concebem por mês, a endometriose sem tratamento poderia prejudicar a fertilidade ao extremo de 90% dos casais afetados", afirma a médica Hitomi Miura Nakagawa, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

Segundo a especialista, a endometriose representa 1/3 das doenças ginecológicas da mulher em idade fértil – dos 15 aos 49 anos.  Apesar de estar presente em cerca de 10% das mulheres férteis, 33% das pacientes com esse diagnóstico enfrentam problemas de fertilidade. Além disso, desse total, entre 17 e 44% podem desenvolver o endometrioma: estágio avançado da doença que afeta o endométrio, tecido que reveste o útero.

"O endometrioma é um cisto ovariano de conteúdo espesso e escuro contendo sangue degradado. Apesar de ser uma alteração benigna, alguns sintomas podem ser desconfortáveis à mulher, como dor pélvica e intensas cólicas menstruais, além de comprometer a fertilidade feminina", esclarece a médica. Ela lembra ainda que os mecanismos que levam à infertilidade feminina vão desde alterações hormonais para ovulação, até alterações no útero, distorções na anatomia pélvica ou interação do óvulo com o espermatozoide.

De qualquer forma, para mulheres vítimas da endometriose e/ou do endometrioma, as técnicas atuais de reprodução humana assistida aumentam as chances de realizar o sonho da maternidade. "Por permitir a coleta do óvulo dentro do ovário e trabalhar com um óvulo e um espermatozoide, em laboratório, a reprodução assistida soluciona as várias etapas das dificuldades reprodutivas", comenta Hitomi Nakagawa. Esse tipo de tratamento deve ser escolhido conforme a idade da paciente, o histórico familiar, o tempo de infertilidade, o grau da doença e as condições tubárias e dos espermatozoides.

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