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Estado de Minas BRASIL

Entidade reclama que cargas vivas estão paradas nas rodovias

Além disso, animais estariam sem ração nas granjas e fazendas


postado em 24/05/2018 16:45 / atualizado em 24/05/2018 16:48

(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Divulgação)
(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Divulgação)
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) enviou uma nota à imprensa nesta quinta, dia 24 de maio, alertando que os caminhoneiros, que estão há quatro dias parados por rodovias de mais de 20 estados e do Distrito Federal no Brasil, estão descumprindo a promessa de liberar a circulação de veículos que transportam carga viva. Segundo a ABPA, vários relatos dão conta de que as cargas vivas estão sem alimentação há mais de 50 horas.

A entidade também reclama que vários caminhões de ração estão paradas, o que está deixando a situação nas granjas produtoras "gravíssima", com falta de insumos e risco iminente de fome para os animais. "A cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura do país iniciou esta quinta [24] com 120 plantas frigoríficas paradas [de carne de frango, perus, suínos e outros]. Mais de 175 mil trabalhadores estão com atividades suspensas em todo o país", informa a nota da ABPA.

A associação ressalta que os danos ao sistema produtivo são graves e demandarão semanas até que se restabeleça o ritmo normal em algumas unidades produtoras. "A ABPA, portanto, apela ao movimento dos caminhoneiros pelo cumprimento da promessa com a liberação do transporte de animais e rações em todos os bloqueios, além da retirada mínima de produtos nas fábricas para a retomada da produção. Os protestos são justos, mas é preciso bom senso e evitar a perpetuação desta situação aos animais", informa a entidade.

Segundo José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), os caminhoneiros não estão proibindo a passagem de veículos que transportam itens essenciais como remédios nem cargas vivas, produtos perecíveis ou oxigênio para hospital. Ônibus com passageiros e ambulâncias também estão podendo passar pelos bloqueios.

(com Agência Brasil)

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