Familiares das vítimas da tragédia da EgyptAir de 2016 estão processando a Apple

Eles acreditam que o avião caiu devido a um incêndio provocado por um aparelho da empresa americana

por João Paulo Martins 15/05/2018 12:53

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Mehmet Mustafa Celik/Airliners/Reprodução
Segundo os familiares das vítimas da tragédia com o avião da EgyptAir em maio de 2016, causa do acidente seria um incêndio provocado por um aparelho da Apple (foto: Mehmet Mustafa Celik/Airliners/Reprodução)
Você lembra do acidente aéreo envolvendo o voo 804 da EgyptAir, que saiu de Paris, na França, em direção ao Cairo, no Egito, e caiu no mar Mediterrâneo no dia 19 de maio de 2016, após um incêndio que tomou conta da cabine? A tragédia, que deixou 66 mortos, segundo os familiares dos envolvidos, teria sido causada por um aparelho da Apple que superaqueceu. A informação foi divulgada pelo site americano TMZ.

De acordo com as informações obtidas das caixas pretas do Airbus A320 da EgyptAir, sensores detectaram fumaça e revelaram danos significativos causados por fogo na seção dianteira da aeronave. Ainda assim, nenhuma causa definitiva do incêndio foi identificada pelos especialistas. Várias especulações surgiram, incluindo uso de explosivos e um incêndio no cockpit dos pilotos que teria começado devido a um iPad mini ou um iPhone 6S defeituoso.

Na época, quando essa "teoria" do superaquecimento dos aparelhos foi levantada, David Learmount, editor de segurança da revista especializada em aviação Flight International, comentou ao jornal britânico Telegraph que "era uma causa improvável". Em primeiro lugar, segundo ele, os pilotos não deixam objetos no painel, porque sabem que eles vão acabar no colo, quando decolarem, ou no chão, e que podem ser arremessados no ar durante uma turbulência. Ainda assim, o jornal francês Le Parisien noticiou em 2016 que imagens do circuito fechado de TV do aeroporto internacional Charles de Gaulle, em Paris, capturaram imagens de possíveis objetos sobre o painel do cockpit do avião.

De qualquer forma, o site TMZ afirma que teve acesso aos documentos apresentados pelos advogados que representam as famílias das vítimas e que alegam que a teoria do superaquecimento de um dispositivo da Apple foi a causa do acidente – afirmam ter provas suficientes para responsabilizar a gigante americana da tecnologia.

Logo após essa acusação virar notícia em todo o mundo, a empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak emitiu uma declaração para a imprensa. "Não fomos contatados por nenhuma autoridade que esteja investigando esse trágico evento. Nós não vimos o relatório, mas entendemos que não há evidências para vincular esse evento aos produtos da Apple. Se os investigadores tiverem perguntas, é claro que ajudaremos de qualquer maneira que pudermos. Testamos rigorosamente nossos produtos para garantir que eles atendam ou excedam os padrões internacionais de segurança", informa o comunicado da Apple.

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