Ministro da Fazenda diz que governo pensa em reduzir impostos dos combustíveis

Eduardo Guardia diz que existe intenção de impedir os aumentos constantes

por Encontro Digital 21/05/2018 14:51

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(foto: Pixabay)
Em teleconferência com a imprensa estrangeira, nesta segunda, dia 21 de maio, o ministro da Fazenda Eduardo Guardia revela que o governo examina a redução de tributos incidentes sobre os combustíveis, mas que não existe ainda nenhuma decisão sobre o assunto. Segundo ele, medidas para reduzir as alterações constantes nos preços estão sendo discutidas, mas o governo não tem, neste momento, "flexibilidade fiscal". "Estamos no meio de um processo de consolidação fiscal e temos que ser muito cuidados em relação à receita fiscal", comenta Guardia.

Nesta segunda (21), caminhoneiros protestam em vários pontos do Brasil contra o aumento do preço dos combustíveis. As manifestações já resultaram em interdições de rodovias federais em pelo menos 13 estados. Minas Gerais e Bahia são as unidades da federação com maior número de registros. O protesto foi anunciado na sexta, dia 18 de maio, pela Associação Brasileira de Caminhoneiros e pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.

Também nesta segunda (21), a Petrobras anunciou um novo aumento dos preços dos combustíveis. Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir de amanhã (22). Segundo informações do site da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716. Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias.

Crescimento econômico

O ministro aproveitou para reforçar que na terça (22) será divulgado o relatório de avaliação de receitas e despesas do governo com as projeções de crescimento econômico. Para este ano, ele lembra que as expectativas do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de riquezas produzidas pelo país – estão sendo reduzidos.

A atual projeção do governo é crescimento de 3% este ano. A projeção do mercado está em 2,5%.

Reforma da Previdência

Perguntado se a reforma da Previdência poderia ser aprovada ainda neste ano, o ministro afirma que, legalmente, seria necessária a suspensão da intervenção federal no Rio de Janeiro. Mesmo que isso ocorra, após as eleições de outubro, ele acredita que politicamente seria preciso ter apoio do presidente eleito para a aprovação da proposta de emenda à Constituição.

(com Agência Brasil)

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